Candidato Augusto Cury classifica Flávio Bolsonaro como “centro‑esquerda” e apresenta propostas de segurança e reforma do STF
Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., nesta quarta‑feira (30), o psicólogo e candidato à Presidência pela Avante, Augusto Cury, fez declarações que podem mudar a percepção sobre o cenário eleitoral. O candidato posicionou Flávio Bolsonaro (PL) longe da direita tradicional, afirmando que o senador está mais próximo do centro e, em alguns momentos, “até para a esquerda”.
Flávio Bolsonaro fora da direita
Ao ser questionado sobre a classificação política de Flávio Bolsonaro, Cury respondeu categoricamente: “Eu quero dizer para você que Flávio não é tanto de direita, não, viu? Centro até para a esquerda”. A afirmação contrasta com a auto‑identificação do senador como conservador e pode influenciar a narrativa dos partidos de direita nas próximas semanas.
Propostas para a segurança pública
Cury aproveitou a entrevista para esboçar um plano de segurança que inclui a indicação de Leandro Daiello, ex‑diretor‑geral da Polícia Federal (2011‑2017), para comandar a corporação ou o Ministério da Segurança em caso de vitória. O candidato também sugeriu a construção de, no mínimo, dois novos presídios federais e a criação de uma força‑tarefa integrada com diferentes órgãos de segurança, com o objetivo de ampliar a capacidade de repressão ao crime organizado.
Crítica ao governo Lula e ao Bolsa Família
O psicólogo atacou o chamado “pacote de bondades” do governo Lula, caracterizando‑o de “maldade”. Segundo Cury, o aumento de 15% no Bolsa Família, anunciado a 17 dias do primeiro turno, seria estratégia eleitoral: “Alguém que ama os pobres deveria ter feito isso no começo do ano. É usar a dor das pessoas para ter votos”. A medida, que eleva o piso de R$ 600 para R$ 691, será efetiva a partir de 19 de outubro, segundo o governo, com financiamento dentro das regras fiscais.
Reforma do STF e proposta de mandato fixo
Cury também prometeu dialogar com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, para discutir a “espetacularização” dos julgamentos. Propõe que os processos sejam divulgados apenas às partes envolvidas, reduzindo transmissões ao vivo. Além disso, o candidato pretende levar ao Congresso uma proposta de mandato de oito anos para ministros do STF, argumentando que a atual prática permite que juízes permaneçam no cargo por décadas, o que ele considera inadequado para a renovação institucional.
As declarações de Augusto Cury reforçam sua estratégia de se apresentar como candidato tecnocrata e crítico das políticas de esquerda, ao mesmo tempo em que busca atrair eleitores que demandam segurança mais rigorosa e maior transparência no Judiciário. A repercussão das afirmações sobre Flávio Bolsonaro e as propostas de segurança deverão ser observadas de perto nas próximas semanas, à medida que a campanha se intensifica rumo ao segundo turno.”
Com informações de G1 Política.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional