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Documentário de quatro horas sobre Elon Musk estreia em Veneza e recebe elogios da crítica

O diretor Alex Gibney, conhecido por retratar figuras poderosas, lançou na última semana do Festival de Cinema de Veneza o longa-metragem Musk, que reúne quase quatro horas de material sobre a trajetória do empresário sul-africano. Com 225 minutos de duração e intervalo de dez minutos, o filme promete uma imersão profunda na vida pessoal e profissional do homem que, atualmente, detém o título de pessoa mais rica do planeta.

Ausência de entrevista direta

Embora o projeto tenha inicialmente planejado uma entrevista com Elon Musk, o empresário recusou-se, classificando a iniciativa como “difamatória”. Gibney recorreu então a um avatar gerado por inteligência artificial que reproduz declarações públicas de Musk, recurso que o diretor justifica como coerente com a crença do bilionário de que vivemos em uma simulação computacional.

Trilha sonora assinada por David Byrne

Um dos destaques inesperados da produção é a participação do músico David Byrne, que coescreveu a canção de encerramento “Let Me Sell You a Dream”. A letra foi construída a partir de frases proferidas por Musk ao longo dos anos, reforçando a percepção de que o empresário costuma vender visões futuristas que, segundo críticos do filme, nem sempre se concretizam.

Um olhar sobre a passagem de Musk pela Casa Branca

O documentário dedica uma parte significativa ao curto período em que Musk atuou no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) durante a administração Trump. A narrativa aponta paralelos entre sua gestão na agência e a forma como conduziu o Twitter, destacando tentativas de cortes orçamentários drásticos e a dependência de uma equipe jovem e inexperiente. Comentários de jornalistas e especialistas sugerem que a experiência acabou servindo de bode expiatório para críticas ao governo.

Referências cinematográficas antigas

Para ilustrar a ambição quase mitológica de Musk, Gibney inseriu trechos do clássico britânico de 1937 O Homem que Fazia Milagres, baseado em obra de H.G. Wells. A escolha reforça a ideia de que o magnata busca poderes quase divinos, mas também alerta para os riscos de uma visão desmedida.

Recepção da crítica e reação do próprio Musk

Até o momento, as avaliações da estreia são majoritariamente positivas. Publicações como Variety elogiaram a abordagem incisiva e o domínio técnico do diretor, enquanto o The Telegraph concedeu quatro estrelas, descrevendo o filme como um ataque minucioso ao personagem. Musk, por sua vez, utilizou a rede X para classificar a obra como “difamatória” e “entediantemente longa”.

Combinando imagens de arquivo, entrevistas com especialistas e recursos de IA, Musk se estabelece como um dos retratos mais extensos e controversos de um dos empreendedores mais influentes da atualidade.

Com informações de G1 Tecnologia.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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