Economia

Bancários da Caixa entram em greve; Banco do Brasil e Basa operam parcialmente em Roraima

Na manhã desta quinta‑feira (10), funcionários da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco da Amazônia (Basa) iniciaram movimentos de paralisação em Roraima, ampliando a greve nacional que já havia afetado o estado na última semana de agosto.

Greve da Caixa se estende a todas as agências de Roraima

O sindicato dos bancários de Roraima informou que as onze agências da Caixa no estado aderiram à greve de tempo indeterminado. A medida segue a rejeição da proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) pelos trabalhadores, que demandam reajuste salarial, melhor cobertura de plano de saúde e investimentos na rede.

Parcialidade no Banco do Brasil e no Basa

Ao contrário da Caixa, o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia decidiram manter atendimentos em regime de contingência. Segundo Ana Carla Pesamosca, vice‑presidente do Sindicato dos Bancários de Roraima (Sintraf‑RR), a escolha por uma paralisação parcial reflete a necessidade de concluir ainda nesta quinta‑feira uma votação sobre o acordo da categoria. “Alguns funcionários aderiram, outros não, porque têm uma votação hoje à noite”, explicou.

Principais reivindicações dos bancários

Os sindicatos listam três demandas centrais: um reajuste salarial que supere a inflação, a adequação do plano de saúde – sobretudo para os funcionários da Caixa – e a realização de concurso público para o Banco do Brasil, que enfrenta déficit de pessoal segundo a categoria.

Impacto nos clientes e nas operações

Com as unidades da Caixa totalmente fechadas, os clientes do estado ficam sem acesso a serviços presenciais, como saque, pagamentos e abertura de contas. Já nas agências do Banco do Brasil e do Basa, o atendimento segue limitado, o que pode gerar filas maiores e atrasos nas transações. A expectativa é de que a pressão sobre a gestão bancária aumente até que um acordo seja alcançado.

Antecedentes da mobilização

A greve de 2026 não é a primeira paralisação significativa no setor bancário de Roraima. Em agosto, a categoria realizou uma ação de 24 horas que suspendeu o funcionamento de cerca de 40 agências, também em demanda por aumento real de salários e por melhorias nas condições de trabalho. O atual movimento, porém, tem abrangência maior e inclui exigências específicas ao plano de saúde e à contratação de novos funcionários.

Com a greve em curso, as autoridades trabalhistas do estado monitoram a situação e aguardam o resultado da votação que pode definir o futuro do acordo coletivo. Enquanto isso, os usuários dos bancos são orientados a buscar alternativas digitais ou a aguardar a normalização dos serviços presenciais.

Com informações de G1.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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