Drone atinge navios de gás no Egito e liga alerta no Mediterrâneo
Um drone atingiu na noite desta quarta-feira (29) um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) ligado aos Estados Unidos, ancorado no porto egípcio de Damietta, no Mediterrâneo. O impacto provocou um incêndio que chegou a se espalhar para uma segunda embarcação atracada nas proximidades. Pelo que já se sabe, esse foi o primeiro ataque em solo egípcio desde que a guerra entre Irã e Estados Unidos começou, em fevereiro — o que só aumenta a tensão em uma região que já vive sob os holofotes por causa do conflito no Oriente Médio.
Quem foram os navios atingidos
A unidade flutuante de armazenamento e regaseificação Energos Winter, com bandeira das Ilhas Marshall e operada pela americana New Fortress Energy, foi o primeiro alvo, atingida no bombordo por volta das 15h20 (horário local). O fogo se espalhou até o petroleiro Gaslog Salem, de bandeira das Bermudas, que também pegou fogo. As duas tripulações foram retiradas em segurança e, felizmente, ninguém ficou ferido.
Ninguém assumiu a autoria — mas há suspeitos
Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque. A televisão estatal iraniana havia citado Damietta como possível alvo de retaliação dois dias antes, depois de um ataque ucraniano a um navio iraniano no Mar Cáspio. Os rebeldes houthis, do Iêmen, negaram qualquer envolvimento no episódio assim que as suspeitas recaíram sobre o grupo apoiado pelo Irã.
Por que esse ataque preocupa tanto
A Energos Winter tem capacidade de regaseificação de cerca de 450 milhões de pés cúbicos por dia — o equivalente a 7% de todo o consumo diário de gás do Egito e 16% da capacidade nacional de recebimento e regaseificação de GNL. Ou seja, qualquer instabilidade em Damietta mexe direto com o abastecimento energético do país e acende o sinal de alerta para o tráfego marítimo no Mediterrâneo, incluindo rotas próximas ao Canal de Suez.
Com informações da Reuters.
— Maickel Katz