Fifa quer vender participação da Copa do Mundo a investidores e Uefa reage com fúria
Um plano do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de vender participação da Copa do Mundo e de outros torneios da entidade a investidores privados provocou uma reação dura da Uefa, a confederação europeia de futebol. O anúncio, feito de surpresa nesta semana, reacendeu a disputa de bastidores entre as duas entidades mais poderosas do futebol mundial.
O que propõe o plano de Infantino para a Fifa
Segundo o projeto, batizado internamente de FIFA Forward Enterprise, a Fifa criaria uma subsidiária comercial avaliada em cerca de US$ 20 bilhões, responsável por concentrar direitos de transmissão, patrocínios, ingressos e licenciamento dos torneios da entidade, incluindo a Copa do Mundo. A ideia é vender fatias minoritárias, sem perda de controle, a investidores privados, em uma operação que poderia captar até US$ 4,2 bilhões.
De acordo com a Fifa, o esboço do plano foi apresentado por Infantino a membros da entidade reunidos em Manhattan no dia 18 de julho, na véspera da final da Copa do Mundo de 2026. Na ocasião, o dirigente prometeu “destravar o potencial comercial e as oportunidades que a Fifa tem”. O anúncio oficial do projeto também destacou quanto cada uma das 211 federações filiadas poderia receber até 2038 por meio do chamado FIFA Fast-Forward Program, com repasses que subiriam dos atuais US$ 8 milhões para US$ 20 milhões, depois US$ 22 milhões e US$ 24 milhões nos ciclos seguintes.
Copa do Mundo à venda? Reação da Uefa ao plano de Infantino
A resposta da Uefa foi imediata e dura. Em nota oficial, a entidade classificou a iniciativa como “uma linha que as instituições que governam o futebol nunca deveriam cruzar”, deixando claro que não apoia a entrada de investidores privados na gestão comercial dos principais torneios do esporte. O episódio elevou a um novo patamar o atrito entre Fifa e Uefa, que já vinham em rota de colisão em outros temas, como o formato do calendário internacional e a expansão de competições de clubes.
Para dirigentes europeus, o plano representa um risco de mercantilização excessiva do futebol, com a Copa do Mundo deixando de ser tratada apenas como patrimônio esportivo para se tornar também um ativo financeiro sujeito à lógica de investidores. A expectativa é de que o tema domine as próximas reuniões entre as confederações continentais e a cúpula da Fifa nas próximas semanas.
Com informações da Jovem Pan.
Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.
— Maickel Katz