Violência lidera preocupações do eleitor em eleições de outubro
A violência é a principal preocupação dos eleitores brasileiros que irão às urnas em outubro. De acordo com pesquisa Quaest recente, um terço (33%) dos votantes apontam o tema como sua maior inquietação. Economia, saúde e corrupção – questões historicamente relevantes – não alcançam metade desse índice de preocupação entre o eleitorado.
Os números justificam a angústia da população. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 40 mil assassinatos em 2025. Embora haja queda em relação a anos anteriores, o patamar permanece impactante. Feminicídios, roubos de celulares, estelionatos e crimes cibernéticos também atingem níveis elevados, enquanto quase 70 milhões de brasileiros vivem em bairros com presença de facções criminosas.
Propostas divergentes no enfrentamento ao crime
Os candidatos à presidência apresentam abordagens distintas para combater a violência. Enquanto alguns defendem maior rigor penal, outros apostam em tecnologia e cooperação internacional. Na agenda de segurança nas fronteiras, há consenso sobre a adoção de ferramentas tecnológicas e articulação com nações vizinhas.
Caiado propõe a criação de lei contra terrorismo doméstico e promete convidar Lincoln Gakiya para o Ministério da Segurança. Renan Santos fala em ações mais duras contra facções e sugere a criação de até 500 mil vagas em presídios. Zema, por sua vez, elogiou o modelo de segurança de El Salvador mas rejeita adotá-lo integralmente, defendendo intervenção estatal na segurança do Rio de Janeiro.
O papel do voto pendular
A insegurança tem peso particular na decisão dos eleitores independentes – aqueles que não têm filiação definida com qualquer candidato. Essa parcela do eleitorado, conhecida como “voto pendular”, tende a priorizar questões de segurança pública em suas escolhas eleitorais.
Especialistas em segurança pública apontam que as propostas precisam ir além de promessas de repressão, incluindo investimento em polícias, sistema prisional e ações de prevenção ao crime. A combinação entre ação preventiva e repressiva segue sendo debatida entre pesquisadores e candidatos como caminho mais eficaz para reduzir a violência no país.
Com informações de G1 Política.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional