Venezuelanos protestam em Nova York e Caracas contra presença de Delcy Rodríguez na ONU
Na terça-feira, 22 de setembro de 2026, manifestações simultâneas foram registradas nas ruas de Caracas e de Nova York, reunindo cidadãos venezuelanos que se opõem à participação da líder interina Delcy Rodríguez na sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Contexto político da visita
Delcy Rodríguez, que ocupa a chefia interina do Executivo venezuelano desde a renúncia de Nicolás Maduro, foi convidada a discursar na 81ª Assembleia Geral da ONU. O convite gerou controvérsia internacional, com críticas de países ocidentais que consideram o governo de Rodríguez ilegítimo e acusam-no de violações de direitos humanos.
Protestos em Caracas
No coração da capital, milhares de manifestantes se concentraram na Plaza Bolívar e nas avenidas ao redor, brandindo bandeiras da oposição e cartazes que denunciavam a presença de Rodríguez no fórum internacional. Os participantes reclamaram da crise econômica, da escassez de alimentos e da repressão política, vinculando esses problemas à legitimidade do governo interino.
Repercussão em Nova York
Do outro lado do Atlântico, a comunidade venezuelana reunida em Manhattan organizou uma marcha em frente ao prédio da ONU. O ato contou com a participação de exilados políticos, estudantes e representantes de organizações de direitos humanos, que exigiram que a ONU rejeitasse a delegação venezuelana liderada por Rodríguez.
Reação das autoridades
Em Caracas, a Polícia Nacional dispersou parte dos manifestantes sem relatar feridos, embora haja relatos de detenções de ativistas. Nos Estados Unidos, a Embaixada dos EUA em Nova Iorque liberou nota afirmando que “a presença de delegações controversas deve ser avaliada à luz dos padrões internacionais de direitos humanos”.
Impacto nas relações internacionais
Os protestos ocorrem em um momento em que a Venezuela enfrenta sanções econômicas e diplomáticas de várias nações. A resistência das comunidades venezuelanas, tanto no país quanto no exterior, pode pressionar a ONU a reconsiderar a legitimidade da delegação, embora a decisão final dependa dos procedimentos internos da organização.
Enquanto isso, a agenda da Assembleia Geral segue com a participação de líderes de mais de 190 Estados, mantendo o foco em questões globais como mudanças climáticas, segurança alimentar e conflitos regionais. O clamor dos manifestantes venezuelanos, no entanto, destaca a persistente tensão entre a política interna do país e sua representação no cenário internacional.
Com informações de Folha Mundo.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional