Tensão no Oriente Médio faz preço do petróleo disparar e acende alerta no Brasil
A escalada da tensão no Oriente Médio voltou a agitar os mercados internacionais nos últimos dias, derrubando a calma que vinha desde a assinatura de um memorando de entendimento em junho. Com trocas de ataques envolvendo o Estreito de Ormuz, o preço do petróleo disparou e reacendeu o temor de uma nova onda de inflação importada, inclusive no Brasil.
O que está acontecendo no conflito entre EUA, Israel e Irã
Apesar do cessar-fogo firmado meses atrás, o confronto entre Estados Unidos, Israel e o Irã voltou a se intensificar. O Irã ameaçou e chegou a atacar navios comerciais que cruzam o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio mundial de petróleo, enquanto os Estados Unidos realizaram sucessivas noites de ataques com o objetivo declarado de reduzir a capacidade iraniana de ameaçar o tráfego marítimo na região.
Novos ataques a petroleiros levaram companhias de navegação a evitar a travessia do estreito, que responde por cerca de um quinto de todo o petróleo transportado por via marítima no mundo. Com menos navios cruzando a área, o mercado passou a precificar um risco maior de desabastecimento.
Preço do petróleo disparado pressiona combustíveis e inflação no Brasil
Como reflexo direto da crise, o barril do tipo Brent voltou a ultrapassar a marca de 100 dólares, patamar que não era visto havia meses. A alta acendeu o alerta de analistas econômicos, que veem no petróleo mais caro um risco concreto de repasse para os preços dos combustíveis no Brasil, com potencial de pressionar a inflação e influenciar as próximas decisões do Banco Central sobre os juros.
O movimento também contaminou as bolsas de valores ao redor do mundo, com investidores migrando para ativos considerados mais seguros diante da piora do cenário geopolítico no Oriente Médio. Para o Brasil, grande exportador de commodities mas também dependente de combustíveis importados em determinados momentos, o efeito é ambíguo: por um lado, a Petrobras pode se beneficiar de preços internacionais mais altos; por outro, cresce a pressão inflacionária sobre o consumidor final.
Com informações da Agência Brasil.
Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.
— Maickel Katz