STF autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência em programa de cannabis medicinal
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a abrir uma nova investigação sobre Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (30) por fontes ligadas ao caso e representa mais um capítulo na sequência de apurações que cercam o empresário nos últimos meses. Termos como investigação sobre Lulinha e tráfico de influência voltaram a ganhar destaque nas buscas depois que o pedido da corporação chegou ao conhecimento público.
Do INSS à cannabis medicinal: mudança no foco da apuração
Diferentemente das etapas anteriores, concentradas no desvio de recursos de aposentadorias do INSS, a nova fase da investigação sobre Lulinha mira um suposto esquema de tráfico de influência ligado à comercialização de cannabis medicinal dentro de programas conduzidos pelo Ministério da Saúde. Mendonça teria recebido o pedido de abertura do inquérito na quarta-feira (29) e liberado a apuração no dia seguinte, segundo pessoas próximas ao processo.
Suspeita de favorecimento a empresa ligada ao “Careca do INSS”
De acordo com o que se apurou, o filho do presidente teria atuado para favorecer a empresa World Cannabis, associada a Antonio Camilo Antunes, apontado nas investigações anteriores como Careca do INSS. A ligação entre os dois passaria por Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Até então, o único fato confirmado publicamente era uma viagem de Lulinha a Portugal, que teria sido custeada por Antunes.
Defesa de Lulinha nega irregularidades e fala em “pesca probatória”
Os advogados de Lulinha classificaram a movimentação da Polícia Federal como uma tentativa de encontrar, em uma nova frente, o que não teria sido comprovado na fase anterior da apuração, batizada de Operação Sem Desconto. Um dos representantes do empresário afirmou que ele sequer havia sido ouvido formalmente sobre o novo inquérito. Já a defesa de Roberta Luchsinger classificou o pedido de investigação como uma nova tentativa de obter provas depois de um primeiro esforço sem sucesso.
Polícia Federal mantém sigilo sobre o andamento do caso
Procurada, a Polícia Federal informou apenas que não comenta investigações em andamento. O caso deve seguir em sigilo nas próximas semanas, enquanto a corporação reúne elementos sobre a suposta relação entre o filho do presidente e o esquema de cannabis medicinal.
Com informações da Gazeta do Povo.
Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.
— Maickel Katz