Política

Secretaria de Saúde do Rio inclui perguntas sobre apostas nas consultas de rotina

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro passou a registrar duas perguntas sobre apostas em todas as consultas de atenção primária. O procedimento, adotado em agosto, tem como finalidade detectar precocemente sinais de ludopatia e encaminhar pacientes para acompanhamento adequado.

Objetivo do novo rastreamento

O questionário, inserido no prontuário eletrônico, indaga se o usuário já sentiu necessidade de apostar valores maiores e se já precisou mentir a pessoas próximas sobre o quanto apostou. As respostas não constituem diagnóstico, mas servem de alerta para que o profissional de saúde aprofunde a avaliação.

Primeiros resultados

Em apenas uma semana de aplicação, 3.070 pacientes foram submetidos às duas questões. Desses, 22 relataram necessidade crescente de apostar e 15 admitiram ter mentido sobre o valor gasto. O total de respostas positivas ficou próximo de 1% dos atendimentos, indicando que a medida pode captar casos ainda não reconhecidos pelos próprios usuários.

Procedimento após a identificação

Quando a resposta sinaliza risco, o caso é encaminhado para uma avaliação mais detalhada. Pacientes de baixo risco permanecem sob acompanhamento da equipe da Família, com orientações de prevenção e estratégias de redução de danos. Nos níveis moderado e alto, a rede multiprofissional – incluindo psicólogos, psiquiatras e CAPS – assume o tratamento, podendo incluir intervenções farmacológicas quando necessário.

Atendimento a familiares

A nova política também contempla o apoio a familiares que convivem com apostadores. Caso o paciente não queira buscar ajuda, a equipe pode oferecer orientação e suporte psicossocial aos parentes, que frequentemente são mulheres entre 40 e 50 anos.

Expansão e capacitação da rede

O protocolo está sendo implementado nas 241 unidades da atenção primária da cidade, que somam mais de 1.300 equipes da Saúde da Família, além dos 40 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Agentes comunitários e demais profissionais recebem treinamento específico para abordar o tema durante a consulta, mudando a postura de passiva para proativa.

O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado, destaca que a ludopatia deve ser tratada como questão de saúde pública e que a coleta de dados sistemática permitirá dimensionar o problema em escala municipal. A expectativa é que, com a ampliação do rastreamento, a cidade consiga mapear melhor a prevalência do vício em jogos e direcionar recursos de forma mais eficaz.

Com informações de G1.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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