Proibição de redes sociais para menores de 16 anos na Austrália tem baixa fiscalização, mostra relatório
A proibição de redes sociais para menores de 16 anos aplicada na Austrália teve efeito bem menor do que o esperado nos primeiros três meses de vigência, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (31) pelo órgão regulador de segurança online do país. O resultado reacende, inclusive no Brasil, o debate sobre a eficácia real de leis que tentam restringir o acesso de crianças e adolescentes a plataformas digitais.
Números mostram fiscalização frágil da lei australiana
De acordo com o levantamento, a proporção de adolescentes com menos de 16 anos que afirmou usar alguma rede social em março ainda era de 81,5%, ante 85,9% registrados antes de a lei entrar em vigor, em dezembro. A queda de apenas alguns pontos percentuais expõe a dificuldade das grandes plataformas em aplicar, na prática, a verificação de idade exigida pela legislação considerada pioneira no mundo.
O que o caso australiano pode ensinar sobre regulamentação de redes sociais no Brasil
A experiência australiana é acompanhada de perto por outros países que discutem restringir o acesso de menores a redes sociais, incluindo o Brasil, onde cresce a pressão por regras mais rígidas de proteção digital para crianças e adolescentes. O episódio reforça que aprovar uma lei de proibição de redes sociais para menores de idade é apenas o primeiro passo: sem mecanismos eficazes de verificação de idade e fiscalização das plataformas, o impacto prático tende a ser limitado.
Com informações da Bloomberg.
Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.
— Maickel Katz
Foto de capa: Mike MacKenzie / vpnsrus.com (CC BY 2.0).