Presidente colombiano muestra cadáveres tras operativos contra guerrilleros
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, divulgou nas redes sociais dois vídeos nos quais aparece ao lado de dezenas de corpos que, segundo o governo, pertencem a combatentes de grupos insurgentes mortos em operações recentes das forças de segurança.
Vídeo com 23 cadáveres
No primeiro registro, publicado na quinta‑feira, 3 de setembro, o mandatário caminha entre 23 corpos alinhados e cobertos. Em mensagem que acompanhou o material, De La Espriella afirmou que o fim dos “salvo‑condutos” e das “táticas de congelamento” do governo anterior deixa aos criminosos apenas a rendição ou a morte em combate.
Operação Sentinela da Pátria
No dia seguinte, o presidente realizou coletiva de imprensa para anunciar os resultados da “Operação Sentinela da Pátria”. Durante a entrevista, elogiou a eliminação de Naím, conhecido como “Bendito Menor”, que ele descreveu como um dos criminosos mais perigosos do país. Novamente, o cenário mostrou corpos dispostos ao fundo, reforçando a mensagem de força militar.
Apoio internacional e linha dura
De La Espriella, que chegou ao poder em 7 de agosto, conta com o respaldo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tem adotado uma política de confrontação agressiva contra as facções narcóticas e guerrilheiras, incluindo bombardeios aéreos. A estratégia tem gerado críticas de opositores internos e de organizações de direitos humanos, que denunciam abusos e possíveis violações ao direito internacional humanitário.
Decisão judicial sobre menores
Em meio ao clima de tensão, um juiz colombiano determinou, na quinta‑feira, que o governo suspenda ataques aéreos em acampamentos guerrilheiros quando houver indícios da presença de menores recrutados. A ordem se aplica ao departamento amazônico de Guaviare, onde o presidente autorizou recentemente dois bombardeios que, segundo autoridades forenses, mataram ao menos 33 membros da extinta guerrilha das FARC. Entre as vítimas da primeira operação, foram identificados três menores de 15 a 16 anos.
Reação da sociedade
Organizações de direitos humanos e parte da oposição acusam o presidente de usar imagens de cadáveres como ferramenta de propaganda, argumentando que a prática pode incitar violência e violar normas de dignidade humana. Enquanto isso, o governo defende que a exposição dos corpos serve como prova da eficácia das forças de segurança e como alerta para grupos criminosos.
O debate sobre a estratégia de “mostra de força” de De La Espriella deverá se intensificar nos próximos dias, à medida que a população e a comunidade internacional avaliam os limites entre segurança nacional e respeito aos direitos fundamentais.
Com informações de G1 Mundo.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional