Política

ONS prepara operação especial para garantir estabilidade elétrica nas eleições de 2026

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) descartou risco de falta de energia durante as eleições de 2026 e confirmou que realizará uma operação especial de monitoramento, como é padrão em grandes eventos. O diretor-geral da instituição, Márcio Rea, afirmou que o órgão trabalha há meses no planejamento e vê a situação sob controle.

“Sempre tem uma operação especial, mas a gente está trabalhando há meses, vem desenvolvendo esse trabalho. Então, não vejo nenhum problema, a não ser que seja uma catástrofe”, disse Rea em Brasília.

Antecipação de combustível para áreas isoladas

Em ação complementar, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a antecipação de recursos destinados a usinas que atendem comunidades isoladas da Amazônia. A medida foi anunciada pelo diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, e busca reduzir riscos de desabastecimento em caso de dificuldades de navegação nos rios causadas pela baixa pluviosidade.

Os recursos provêm da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e permitirão que as empresas produtoras de energia independentes façam estoque de combustível. “Nós vamos antecipar recursos para que essas empresas comprem o combustível, deixem estocados, para, eventualmente, havendo algum problema no tráfego nos rios, haja combustível suficiente para atender as comunidades e, principalmente, durante as eleições”, explicou Feitosa.

Reforço preventivo e segurança do sistema

A preparação para o pleito segue um modelo preventivo, com objetivo de reforçar a segurança da rede e garantir equipes suficientes para eventuais ocorrências. Feitosa afirmou que, próximo às eleições, o ONS reforçará junto às distribuidoras a necessidade de ampliar as equipes de resposta.

Perspectivas desafiadoras para 2027

Ao comentar o horizonte de longo prazo, Rea avaliou que 2027 pode ser “complicado”, principalmente pela dificuldade de prever a intensidade e os efeitos do El Niño. O fenômeno climático, que ocorre em ciclos de dois a sete anos, pode alterar padrões de chuva e temperatura no Brasil, intensificando secas no Norte e Nordeste.

Infraestrutura preparada para extremos

Apesar dos cenários desafiadores, o sistema elétrico dispõe de medidas preventivas e alternativas para mitigar impactos de eventos climáticos. Segundo Rea, ocorrências anteriores danificaram infraestrutura significativamente—como mais de 20 torres—mas não interromperam o fornecimento. “A gente tem alternativas nas nossas redes para manter o sistema sempre funcionando”, afirmou o diretor.

Com informações de G1 Política.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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