Miami Dolphins apostam em incerteza como combustível para reconstrução na NFL
A pré-temporada dos Miami Dolphins foi marcada por uma reformulação profunda do elenco, e a comissão técnica aposta que essa sensação de instabilidade generalizada pode se transformar em combustível para o time ao longo da temporada de 2026 da NFL.
Saídas de peso e novo comandante
Entre as mudanças mais marcantes está a saída do quarterback Tua Tagovailoa e de outros nomes considerados pilares da franquia. Com isso, a equipe da Flórida acumula hoje o maior valor de salários comprometidos com jogadores fora do elenco de toda a liga, estimado em 179 milhões de dólares. Para recompor o time, a diretoria apostou em 13 jogadores recém-draftados e em uma leva de agentes livres, sob o comando do técnico estreante Jeff Hafley.
Contratos de um ano aumentam a pressão interna
Cerca de metade do elenco atual está em contratos válidos por apenas uma temporada, o que deve intensificar a disputa por vagas durante os treinos. Para o linebacker Jordyn Brooks, que renovou recentemente por três anos e 51,3 milhões de dólares, essa incerteza generalizada funciona como estímulo extra para que os atletas se dediquem ao máximo desde já, independentemente de o grupo ser visto publicamente como um time em reconstrução.
Expectativa baixa, mas exemplos recentes de virada
Depois de demitir o técnico Mike McDaniel em janeiro, que mantinha média de 8,7 vitórias por temporada à frente da equipe, os Dolphins aparecem entre os times com pior projeção de vitórias para 2026, com expectativa de apenas 4,5 triunfos segundo casas de apostas e uma das piores cotações para conquistar o próximo Super Bowl. Ainda assim, a liga tem histórico recente de reviravoltas rápidas: técnicos estreantes em outras equipes já conduziram elencos de resultados fracos a campanhas surpreendentes logo na primeira temporada, casos citados internamente como inspiração para o processo de reconstrução em Miami.
— Maickel Katz