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Menina é resgatada com vida dois dias após avalanche destruir casa no Nepal

A Força Armada Policial do Nepal divulgou neste sábado o resgate bem-sucedido de uma menina dos escombros de uma casa destruída por uma avalanche que atingiu o país na quarta-feira. A criança foi retirada dos destroços na sexta-feira, dois dias após a tragédia que provocou deslizamentos de terra generalizados na região de fronteira com a China.

O resgate ocorreu em uma residência próxima ao posto de fronteira de Timure, que divide o Nepal e o Tibete chinês. A criança foi imediatamente transferida de helicóptero para um hospital a fim de receber atendimento médico. Não foram divulgadas informações sobre sua idade, condições de saúde ou se ela perdeu parentes no desastre.

Operações de resgate se intensificam

A descoberta representa um raro caso de sobrevivência após longo período sob os escombros. Especialistas apontam que resgates com vida se tornam significativamente mais raros conforme o tempo passa, particularmente em operações de busca envolvendo deslizamentos de terra, que são consideravelmente mais complexas do que aquelas realizadas após terremotos.

O Nepal passou a aceitar ajuda internacional para reforçar as operações de busca e salvamento após inicialmente afirmar que conseguiria conduzir sozinho os resgates. A mudança de posicionamento ocorreu horas depois da declaração anterior das autoridades. Equipes especializadas da Índia já participam das operações, enquanto grupos da China aguardam para se integrar aos esforços.

Números da tragédia

O balanço mais recente aponta 669 mortos no Nepal e 7 no Tibete chinês, totalizando 676 vítimas. Cerca de 3 mil pessoas continuam desaparecidas: 2.426 no Nepal e 554 no Tibete, entre residentes, turistas, peregrinos e trabalhadores de usinas hidrelétricas. Pelo menos 540 dos desaparecidos são estrangeiros.

Desafios na identificação de vítimas

Três dias após o desastre, parte dos corpos recuperados já apresenta avançado estado de decomposição, impossibilitando a identificação por meios visuais. As autoridades do distrito de Chitwan anunciaram que amostras de DNA serão coletadas antes do sepultamento para preservar a possibilidade de identificação futura e reduzir riscos sanitários.

Reconstrução e custos

O ministro das Finanças, Swarnim Wagle, estima que a reconstrução custará entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, embora os prejuízos ainda estejam sendo contabilizados. Aproximadamente 93 mil pessoas foram afetadas pela tragédia, segundo a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

O desastre iniciou na quarta-feira quando o colapso de uma geleira lançou quantidades massivas de gelo, rochas, lama e detritos sobre os rios da região fronteiriça, destruindo vilarejos, pontes, estradas, escolas, hospitais e usinas hidrelétricas. Dois lagos formados após o colapso continuam sob monitoramento, com risco de novas enchentes.

Com informações de G1 Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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