Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos em São Paulo
O maestro Roberto Tibiriçá, considerado um dos pilares da música de concerto no Brasil, faleceu na madrugada de 3 de outubro em São Paulo, aos 72 anos. A notícia foi confirmada pelo Theatro Municipal de São Paulo e pelo Centro Cultural Teatro Guaíra, no Paraná, embora a causa da morte não tenha sido divulgada.
Carreira de mais de quatro décadas
Natural de São Paulo, Tibiriçá iniciou sua relação com a música ainda criança, ao aprender piano aos oito anos. Formou-se sob a orientação de mestres como Dinorah de Carvalho, Antonio Bezzan e Gilberto Tinetti, o que lhe abriu portas para atuar em importantes ensembles do país. Ao longo da trajetória, dirigiu a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Petrobras Sinfônica, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e, mais recentemente, a Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).
Últimos projetos
Desde 2022, Tibiriçá ocupava o cargo de regente titular e diretor musical da OSP, liderando projetos de acesso popular como o “Guaíra para Todos”. Sua última apresentação ocorreu em 16 de julho, em Londrina, comandando a orquestra em um concerto que reuniu milhares de espectadores. Em 2025, conduziu a segunda sinfonia de Gustav Mahler, “Ressurreição”, durante as celebrações dos 40 anos da OSP, evento que contou com mais de 200 músicos e coralistas.
Legado e formação de músicos
Além de seu trabalho de regência, Tibiriçá foi reconhecido pela dedicação à formação de novas gerações. Em 2005, assumiu a direção artística do Instituto Baccarelli, impulsionando o projeto musical de Heliópolis e orientando centenas de jovens talentos. O diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, lamentou a perda, afirmando que a música brasileira está de luto e que o legado do maestro permanecerá vivo em cada músico que passou por suas aulas.
Velório e despedida
O velório será realizado no Theatro Municipal de São Paulo, com acesso aberto ao público das 18h às 22h, no Salão Nobre. No domingo, a despedida seguirá das 8h às 12h na Sala de Espetáculos, e o sepultamento está previsto para as 13h, no Cemitério São Paulo. Em nota, a instituição destacou a importância de Tibiriçá para o desenvolvimento artístico nacional e reforçou que seu impacto continuará a ecoar nas orquestras e nas salas de aula de música por todo o país.
Com informações de G1 Pop & Arte.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional