Lula e Flávio Bolsonaro ficam empatados em Minas Gerais; sudeste mostra reequilíbrio eleitoral
A pesquisa nacional Quaest divulgada em 21 de setembro indica que a corrida presidencial para o segundo turno está praticamente nivelada em Minas Gerais, com 40% de apoio tanto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto para o senador Flávio Bolsonaro (PL). O empate ressalta a volatilidade do cenário nacional, sobretudo nas regiões mais decisivas.
Recuperação de Lula no Sudeste
Os levantamentos estaduais revelam uma tendência de recuperação do mandatário nas duas maiores unidades da federação. Enquanto a margem de vantagem de Flávio Bolsonaro permanece em São Paulo, os números de segunda volta mostram Lula subindo de 33% para 36%, reduzindo a diferença para seis pontos. Em Minas Gerais, o candidato do PT recupera terreno e chega a 40%, equiparando‑se ao adversário.
Detalhes de Minas Gerais
No primeiro turno, a soma dos votos dos dois principais candidatos cresceu de 58% para 65% entre agosto e setembro, indicando concentração de eleitores. O apoio ao candidato de avante, Augusto Cury, recuou de 8% para 5%, e o ex‑governador Romeu Zema (Novo) caiu de 6% para 2%. Os indecisos diminuíram de 15% para 13%, sugerindo que eleitores ainda indecisos estão se firmando nas duas opções mais fortes. A avaliação do governo também melhorou: aprovação subiu de 41% para 44% e a desaprovação recuou de 52% para 49%.
Desempenho em São Paulo
Em São Paulo, a vantagem de Flávio Bolsonaro ainda persiste, mas diminuiu de oito para seis pontos na simulação de segundo turno. No primeiro turno, o senador avançou de 31% para 34%, enquanto Lula passou de 30% para 31%. A aprovação da gestão federal cresceu de 37% para 40% e a desaprovação caiu de 58% para 55%, apontando para um leve alívio no cenário paulistano.
Cenário no Rio de Janeiro
Ao contrário das tendências de Minas e São Paulo, o Rio de Janeiro reforça a liderança de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, seu apoio subiu de 34% para 37%, enquanto o presidente recuou de 32% para 30%. Na simulação de segundo turno, a diferença aumentou de seis para oito pontos, acompanhada de queda na aprovação de Lula (de 40% para 37%) e aumento da desaprovação (de 51% para 56%).
Implicações para a reta final
Com margens de erro de dois a três pontos, as variações ainda podem mudar, mas o quadro indica que os eleitores que já definiram seu voto estão se tornando mais firmes – a proporção de eleitores que consideram sua escolha definitiva subiu para mais de 80% nos três estados. O próximo debate televisivo e a mobilização de eleitores indecisos ou de candidatos menores (Cury, Caiado, Renan Santos, Zema) poderão ser decisivos para romper o equilíbrio observado, sobretudo em Minas Gerais, que continua a ser o termômetro da disputa nacional.
Com informações de G1 Política.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional