Luciano Hang critica proposta de fim da escala 6×1 como “medida eleitoreira”
O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, criticou novamente a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, classificando-a como “medida eleitoreira” e “estelionato eleitoral”. Segundo o executivo, a mudança para o modelo 5×2 elevaria os custos da empresa com folha de pagamento em aproximadamente 15%.
As declarações foram feitas durante a inauguração da 196ª unidade da Havan, realizada no sábado em Caldas Novas (Goiás). Hang argumentou que a necessidade de contratar mais funcionários para manter o mesmo nível de operações tornaria os produtos mais caros. “Se você ganha a mesma coisa, os produtos vão subir entre 10% e 15%, você vai ter poder de compra menor”, afirmou.
Argumento sobre escolha do trabalhador
O empresário reforçou sua posição de que o trabalhador deveria ter liberdade para decidir quanto deseja trabalhar. Ele contestou a premissa central da proposta, sugerindo que os brasileiros buscam ganhar mais e melhorar de vida, não trabalhar menos. Durante o evento, questionou o timing da medida em relação às eleições municipais de outubro.
Histórico de críticas
Hang vem se posicionando contra a mudança desde novembro de 2024, quando classificou a iniciativa como “populismo”. Em maio deste ano, reiterou seu posicionamento ao declarar que “o fim da escala 6×1 é um retrocesso para o Brasil”. A Havan, que emprega cerca de 25 mil funcionários e projeta faturamento de R$ 22 bilhões em 2026, seria uma das empresas mais impactadas pela reforma.
Status da proposta
A proposta de fim da escala 6×1 estava prevista para votação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Trata-se de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que exige aprovação de três quintos dos senadores — 49 votos — em dois turnos de votação para prosperar.
Com informações de Revista Oeste.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional