Julgamento nos EUA pode forçar Meta a mudar recursos do Instagram e Facebook
Um julgamento com início previsto para terça-feira (18) nos Estados Unidos pode se tornar a maior ameaça já enfrentada pela Meta em relação ao funcionamento de suas redes sociais. O processo, movido por 30 Estados americanos desde 2023, cobra da empresa mudanças estruturais no Instagram e no Facebook voltadas à proteção de usuários jovens.
Origem do processo
A ação foi movida por Estados como Califórnia e Nova York, que acusam a Meta de violar repetidamente leis federais e estaduais de proteção à privacidade infantil. Os autores do processo argumentam que a empresa projetou funcionalidades das plataformas para maximizar o tempo de uso de adolescentes e crianças, mesmo cientes dos riscos à saúde mental desse público.
Valor bilionário em disputa
Além de mudanças no funcionamento das plataformas, os Estados pedem uma indenização que ultrapassa US$ 1 trilhão. O valor é considerado um dos maiores já reivindicados judicialmente contra uma empresa de tecnologia nos Estados Unidos.
Recursos que podem ser eliminados
Entre as exigências dos Estados estão o fim da contagem pública de curtidas, o encerramento da reprodução automática de vídeos, a proibição de múltiplas contas por usuário e o fim de publicações temporárias, como os Stories do Instagram. O processo também pede a criação de um sistema de verificação parental para contas de adolescentes e mudanças nos algoritmos de recomendação de conteúdo.
Argumento central da acusação
Segundo os Estados que movem a ação, esses recursos foram desenvolvidos para manter usuários jovens conectados pelo maior tempo possível, inclusive por meio de notificações frequentes criadas para dificultar o afastamento das plataformas. A acusação sustenta que a Meta tinha conhecimento dos efeitos negativos dessas ferramentas sobre crianças e adolescentes e optou por mantê-las mesmo assim.
O que está em jogo para o setor
Caso a Justiça americana determine as mudanças solicitadas, o resultado pode alterar significativamente a forma como adolescentes utilizam redes sociais nos Estados Unidos e influenciar debates regulatórios semelhantes em outros países. O julgamento é visto como um marco no esforço de responsabilizar plataformas digitais pelo impacto de seus recursos sobre o público infantojuvenil.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional