João Bosco lança álbum dueto ‘Amigos novos e antigos’ aos 80 anos
O cantor e compositor mineiro João Bosco comemorou seus 80 anos com o lançamento de Amigos novos e antigos, um disco de duetos que chega às plataformas nesta sexta-feira, 25 de setembro. Com 18 faixas que chegam a quase hora e meia de duração, o álbum reúne nomes da MPB clássica e da nova geração, reafirmando a capacidade do artista de se reinventar sem abandonar suas raízes.
Um projeto que une gerações
Entre os convidados, destacam-se Ivete Sangalo, Bruna Black, Jota.Pê, Martinho da Vila e Caetano Veloso. A presença de vozes contemporâneas como Bruna Black e Jota.Pê mostra a intenção de Bosco de dialogar com a cena musical atual, enquanto parcerias com veteranos como Martinho da Vila reforçam a conexão com a tradição. O álbum abre e fecha com a regravação de “Odilê, odilá” ao lado de Martinho, lembrando as influências afro‑samba que marcaram a carreira do cantor.
Direção artística e arranjos
Julia Bosco, filha de João e responsável pela gestão da carreira, assumiu a direção artística do trabalho. Os arranjos de cordas e metais foram co‑produzidos por Rafael Rocha, trombonista que também participou da produção musical. A equipe de apoio inclui músicos de renome como o baixista Guto Wirtti, o baterista Jurim Moreira e o guitarrista Ricardo Silveira, formando uma base instrumental que permite ao vocalista explorar diferentes texturas.
Revisitando clássicos
O disco traz versões renovadas de composições antigas, como “Corsário” (original de 1975) e “Incompatibilidade de gênios” (1976). Em “Corsário”, a faixa ganha uma introdução instrumental de mais de dois minutos, antes de um recitado de poema de Vladimir Maiakóvski e a interpretação de Ivete Sangalo, que apresenta um tom mais sóbrio que o habitual. Já “Incompatibilidade de gênios” conta com piano de Gonzalo Rubalcaba, inserindo elementos de afro‑jazz latino.
Novas sonoridades
Algumas músicas incorporam instrumentos pouco usuais na MPB, como o violoncelo de Jaques Morelenbaum em “Memória da pele” e a clarineta e saxofone de Anat Cohen em “Jade”. A sanfona de Mestrinho aparece em “Quando o amor acontece”, trazendo um toque de forró ao bolero. Essas escolhas reforçam o caráter eclético do álbum, que transita entre samba, bossa nova, jazz e influências árabes.
Expectativas e crítica
Com avaliação de cinco estrelas em sites de crítica especializada, Amigos novos e antigos é apontado como o primeiro disco de duetos da discografia de Bosco. A obra foi precedida por um EP que divulgou seis faixas, preparando o público para a experiência completa. Para os admiradores da MPB, o lançamento representa mais um marco na trajetória de um dos maiores nomes da música popular brasileira, que continua a surpreender ao reunir o passado e o presente em um só registro.
Com informações de G1 Pop & Arte.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional