Itália fecha fronteiras com a Espanha e suspende Schengen por causa da crise migratória em Ceuta
A crise migratória em Ceuta, o enclave espanhol no norte da África, ganhou um capítulo e tanto nesta semana: a Itália decidiu fechar suas fronteiras marítimas e aéreas com a Espanha, suspendendo temporariamente as regras de livre circulação do Espaço Schengen entre os dois países. A medida foi anunciada pela primeira-ministra Giorgia Meloni, ao lado dos vice-primeiros-ministros Antonio Tajani e Matteo Salvini.
Mais de 60 mil pessoas chegaram a Ceuta em poucos dias
O estopim foi a chegada de mais de 60 mil migrantes a Ceuta em um curto espaço de tempo, sendo que mais de 48 mil já teriam sido devolvidos a Marrocos. Segundo o noticiário internacional, a onda migratória teria sido impulsionada por uma decisão do Supremo Tribunal espanhol que ampliou as garantias legais concedidas a migrantes — o que, na prática, teria funcionado como um chamativo para novas travessias.
Fronteira fechada para todo o mês de agosto
De acordo com o ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, os controles nas fronteiras aéreas e marítimas com a Espanha devem valer por todo o mês de agosto. E a Itália não está sozinha nesse posicionamento mais duro: países como Finlândia, Holanda, Dinamarca, República Tcheca e Suécia já sinalizaram apoio à linha adotada por Roma.
Madrid tenta acalmar os ânimos
Do lado espanhol, o chanceler José Manuel Albares tentou reduzir a tensão diplomática, afirmando que “praticamente todos” os migrantes que entraram em Ceuta já retornaram e garantindo que a segurança da área Schengen está “absolutamente garantida”. Resta ver se esse discurso será suficiente para convencer os países que endureceram o tom nos últimos dias.
Com informações da UPI.
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— Maickel Katz