Hamas aceita plano de desarme em Gaza negociado pelo ‘Board of Peace’ de Trump
Depois de meses de idas e vindas no processo de paz em Gaza, o governo Trump anunciou nesta quinta-feira (30) o que classificou como um avanço histórico: um roteiro (roadmap) para o desarmamento completo do Hamas, negociado pelo chamado “Board of Peace” com a mediação de Egito, Catar, Turquia e Estados Unidos.
O princípio por trás do plano
A lógica do acordo foi resumida por autoridades envolvidas nas negociações em três palavras: “Uma Autoridade, Uma Lei, Uma Arma”. Na prática, isso significa que uma nova administração tecnocrática palestina, criada sob supervisão do Board of Peace, passaria a deter o monopólio de todas as armas dentro da Faixa de Gaza — tirando definitivamente o Hamas do controle de segurança do território.
Como funciona o cronograma
O desarmamento está previsto para acontecer em etapas ao longo de oito meses. A primeira fase, de duas semanas, prevê a cessação completa das operações militares. Já a segunda fase, entre os dias 16 e 60, é considerada o núcleo do processo, com o início efetivo da entrega de armamento — a começar pelas armas usadas por forças policiais, que passariam a uma nova corporação policial ainda em formação. Depois viria a destruição da extensa rede de túneis do grupo em Gaza.
Nem tudo está resolvido
O detalhe que pode travar tudo é que o cronograma de desarmamento está diretamente atrelado à retirada das tropas israelenses — cada etapa depende do cumprimento da anterior por ambos os lados. Israel, até o momento, não confirmou formalmente a aceitação do novo roteiro. Do outro lado, um porta-voz do Hamas afirmou que o grupo só vai colocar o plano em prática se Israel encerrar os ataques em Gaza, ampliar a entrada de ajuda humanitária e recuar suas forças, conforme já previa o acordo de cessar-fogo firmado anteriormente.
Por que o “histórico” chama atenção
O Board descreveu o momento como um avanço sem precedentes, já que seria a primeira vez que o Hamas se compromete formalmente, por escrito, com um plano de desarmamento com etapas concretas. Ainda assim, autoridades ouvidas nos bastidores das negociações admitem ceticismo sobre se o grupo vai realmente entregar as armas ao final do processo.
Com informações da UPI.
Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.
— Maickel Katz