Hamas aceita cronograma de desarmamento em Gaza pela primeira vez
O conflito em Gaza pode estar entrando numa fase decisiva. Nesta quinta-feira (30), o presidente americano Donald Trump anunciou que o Hamas concordou, pela primeira vez, com um cronograma concreto para entregar as armas que possui na Faixa de Gaza — um passo que, segundo os mediadores, deve andar junto com a retirada de tropas israelenses do território.
Quem fechou o acordo e como
O anúncio partiu do chamado “Board of Peace” (Conselho da Paz), estrutura criada sob liderança americana junto com a Força Internacional de Estabilização para Gaza. Mediadores do Egito, Catar, Turquia e Estados Unidos fecharam os detalhes do que é descrito como a próxima fase do cessar-fogo. Pela primeira vez desde o início das negociações, o Hamas se comprometeu formalmente com um plano de desarmamento que pode, de fato, sair do papel.
O princípio “uma autoridade, uma lei, uma arma”
O acordo prevê que o roteiro detalhado do desarmamento seja fechado em até 14 dias, com possibilidade de prorrogação, desde que um organismo internacional de verificação e todas as partes envolvidas concordem. A ideia central, batizada pelos negociadores de “uma autoridade, uma lei, uma arma”, é que uma nova administração tecnocrática palestina, criada sob o guarda-chuva do Board of Peace, passe a deter o monopólio de todo o armamento dentro de Gaza. Na prática, as armas em posse da polícia seriam entregues primeiro, e só depois viria o desmonte do armamento pesado.
Israel ainda de pé atrás
Apesar do otimismo do anúncio, o próprio texto do acordo deixa claro que uma etapa depende da outra: o desarmamento do Hamas está diretamente atrelado à retirada israelense de Gaza. O negociador do grupo, Ghazi Hamad, chegou a afirmar que o Hamas só vai agir depois que as forças israelenses efetivamente deixarem o território — o que sinaliza que o processo ainda pode enfrentar impásses nas próximas semanas.
Mesmo cercado de ressalvas, o acordo é tratado pelos mediadores como o avanço mais concreto até agora rumo ao fim definitivo do conflito, e os próximos 14 dias devem ser decisivos para saber se o cronograma sai do papel.
Com informações da Reuters.
Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.
— Maickel Katz