Guerra entre Estados Unidos e Irã: pausa nos ataques resiste, mas Teerã nega negociar cessar-fogo
A guerra entre Estados Unidos e Irã completa mais de cinco meses sem um desfecho definitivo, e a pergunta que mais circula nas buscas sobre o conflito no momento é justamente se existe ou não um cessar-fogo Irã EUA em vigor. Segundo apuração internacional, uma pausa informal nos bombardeios americanos seguia de pé nesta segunda-feira, mesmo com o governo iraniano negando publicamente qualquer acordo formal de trégua.
O que motivou a pausa nos ataques
O presidente dos Estados Unidos afirmou que a suspensão das operações militares atendeu a um pedido do próprio regime iraniano, e alertou que os ataques podem ser retomados caso um novo entendimento de cessar-fogo não seja fechado. A embaixadora americana na ONU chegou a declarar que a pausa serviria para dar espaço a conversas diplomáticas com Teerã.
Irã nega negociação direta com Washington
Apesar do discurso americano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, foi taxativo ao afirmar que o país “não tem, no momento, negociações com os Estados Unidos”. Segundo ele, os únicos diálogos oficiais em curso são com Omã, mediador que discute o futuro do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais sensíveis do comércio mundial de petróleo.
Impacto no Estreito de Ormuz e nos preços do petróleo
O tráfego de navios pelo estreito segue muito abaixo do volume registrado antes da guerra: menos de dez embarcações de carga cruzaram a região na última segunda-feira pela manhã, de acordo com dados citados por agências internacionais. Como cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo passa por ali, qualquer nova escalada tende a pressionar os preços dos combustíveis — inclusive no Brasil, onde o valor do barril importado influencia diretamente o preço da gasolina e do diesel nas bombas.
Como começou o conflito
A guerra teve início em fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra instalações estratégicas e lideranças do governo iraniano, com o objetivo declarado de neutralizar o programa nuclear do país. Desde então, o conflito se espalhou pelo Golfo Pérsico, atingindo Jordânia, Catar, Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, em ataques e contra-ataques que já deixaram dezenas de mortos e feridos, incluindo bombardeios que destruíram pontes e estradas no sul iraniano.
Com informações da Reuters.
Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.
— Maickel Katz