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Guarda Revolucionária do Irã captura drone submarino americano no Estreito de Ormuz

Na madrugada de 8 de setembro, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou a captura de um drone subaquático dos Estados Unidos nas águas estratégicas do Estreito de Ormuz. Segundo a própria força militar iraniana, o equipamento foi apreendido enquanto realizava missão de monitoramento, apresentando falhas técnicas há mais de 24 horas.

Características do equipamento

O veículo apreendido, identificado como Dive‑LD, é desenvolvido pela empresa norte‑americana Anduril Industries. Com cerca de 5,8 metros de comprimento e peso aproximado de três toneladas, o drone foi projetado para operar de forma autônoma por até dez dias, atingindo profundidades de até seis mil metros. Seu casco, fabricado em impressão 3D, permite a produção em escala e a adaptação de compartimentos de carga conforme a missão.

Valor e produção

O custo unitário do Dive‑LD gira em torno de US$ 2,5 milhão (cerca de R$ 12,7 milhões na cotação atual). O primeiro lote chegou à Marinha dos EUA em abril de 2025, inserido no programa “Replicator”, que visa acelerar a fabricação de sistemas autônomos. A Anduril planeja expandir a produção para 200 unidades anuais em sua fábrica de Rhode Island.

Contexto das tensões

A captura ocorre em meio a um período de escalada entre Irã e Estados Unidos, que já dura cerca de sete meses. Recentemente, as forças americanas retomaram ataques contra a ilha iraniana de Larak, alegando que milícias locais se preparavam para lançar foguetes e instalar minas marítimas no estreito. Em retaliação, o Irã atingiu bases americanas na Jordânia e acusou os EUA de atacar um petroleiro próximo à ilha de Kharg.

Repercussão no mercado de energia

O incidente alimentou a volatilidade dos preços do petróleo. No dia 7 de setembro, o Brent subiu para US$ 98,06 por barril, o maior patamar em seis semanas, refletindo as preocupações dos investidores com a segurança das rotas marítimas no Golfo Pérsico.

Implicações estratégicas

Para o Irã, a apreensão do Dive‑LD serve como demonstração de capacidade de vigilância e como mensagem de dissuasão ao que considera presença militar dos EUA na região. Para Washington, a perda de um equipamento de alta tecnologia evidencia vulnerabilidades nas operações de coleta de inteligência subaquática e pode influenciar futuras decisões sobre o emprego de drones autônomos em áreas de conflito.

Enquanto as duas potências permanecem em impasse diplomático, a captura do drone submarino adiciona mais um capítulo à disputa geopolítica que envolve controle de rotas marítimas, segurança energética e rivalidades tecnológicas no Oriente Médio.

Com informações de G1 Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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