Gloria Steinem, ícone do feminismo americano, morre aos 92 anos
Gloria Steinem, uma das mais reconhecidas lideranças do movimento feminista nos Estados Unidos, faleceu aos 92 anos. A notícia foi confirmada por familiares e por organizações que acompanharam sua trajetória ao longo de seis décadas de luta pelos direitos das mulheres.
Uma vida dedicada à igualdade de gênero
Nascida em 1934, Steinem destacou-se nos anos 1960 e 1970 ao se tornar uma voz central nas pautas de igualdade salarial, direito ao aborto e combate à violência doméstica. Em 1972, cofundou a revista Ms., que se tornou um importante veículo de divulgação de ideias feministas e de denúncia de injustiças.
Infiltração na Playboy como estratégia de denúncia
Em 1973, Steinem realizou um experimento marcante: sob disfarce, entrou nas instalações da Playboy para documentar as condições de trabalho das mulheres que lá atuavam. O relato, publicado na Ms., expôs a exploração e a objetificação presentes no ambiente, reforçando a necessidade de reformas nas indústrias de entretenimento adulto.
Impacto internacional e reconhecimento
Além das fronteiras americanas, a liderança de Steinem inspirou movimentos feministas em todo o mundo. Recebeu múltiplas honrarias, entre elas a Medalha Presidencial da Liberdade, concedida em 2013, e o Prêmio Eleanor Roosevelt de Direitos Humanos. Sua atuação incluiu a fundação da organização National Women’s Political Caucus e a participação em conferências da ONU sobre igualdade de gênero.
Legado e projetos recentes
Mesmo após a aposentadoria de funções formais, Steinem manteve presença ativa na esfera pública, escrevendo artigos, participando de debates e apoiando campanhas contra o assédio sexual. Em 2025, lançou um livro de memórias que revisitou episódios-chave de sua trajetória, incluindo a experiência na Playboy.
Reações e homenagens
Políticos, ativistas e personalidades da cultura pública expressaram pesar nas redes sociais. O presidente dos Estados Unidos destacou a importância de sua contribuição para a ampliação dos direitos civis, enquanto organizações feministas anunciaram vigílias e eventos de homenagem que ocorrerão nas próximas semanas.
Gloria Steinem deixa um legado que ultrapassa sua própria geração, simbolizando a persistência na luta por um mundo mais justo e igualitário para mulheres e meninas.
Com informações de BBC Brasil.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional