Fim da escala 6×1: quando começa a mudança e o que trava a PEC no Senado
Milhões de trabalhadores continuam pesquisando na internet quando entra em vigor o fim da escala 6×1, a jornada que obriga seis dias de trabalho para apenas um de descanso. A resposta direta é: ainda não há data certa, porque a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o modelo está parada no Senado desde o fim de maio, quando foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos, por larga margem de votos.
O que muda com a nova jornada de trabalho
O texto aprovado pelos deputados prevê uma transição gradual: a redução da escala para cinco dias trabalhados e dois de descanso após 60 dias de vigência da lei, com a carga horária semanal caindo de 44 para 42 horas nesse mesmo prazo. Depois de 14 meses, a jornada chegaria a 40 horas semanais, mantendo a lógica 5×2, sem redução de salário para o trabalhador.
Por que a PEC 6×1 trava no Senado
Apesar do avanço na Câmara, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem sinalizado que não pretende colocar a matéria em pauta no curto prazo. O calendário de esforço concentrado da Casa reserva as sessões de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro como janelas possíveis para a discussão, mas senadores da base governista admitem que a disputa eleitoral municipal de outubro pode esvaziar ainda mais o interesse pela pauta.
Governo aposta em espaço no recesso de agosto
Com o recesso parlamentar terminando em 1º de agosto, o Palácio do Planalto quer destravar projetos prioritários antes do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto. Líderes do governo no Congresso avaliam que ainda há espaço para votar a PEC 6×1 no Senado dentro desse período, embora reconheçam que o cronograma apertado dificulta a conclusão da tramitação antes das eleições.
O que está em jogo para o trabalhador brasileiro
Entidades sindicais e centrais de trabalhadores classificam a proposta como uma das mudanças mais relevantes na legislação trabalhista das últimas décadas, enquanto setores empresariais pedem cautela com o impacto nos custos de contratação. Até a votação final no Senado, a escala 6×1 continua valendo normalmente em todo o país.
Com informações da Gazeta do Povo.
Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.
— Maickel Katz