Escassez global de chips deve durar até 2028 e pode encarecer celular e carro no Brasil
A escassez global de chips deve se agravar nos próximos anos e se estender até 2028, segundo a Samsung, gigante sul-coreana responsável por boa parte da memória usada em celulares, computadores e carros no mundo todo. O anúncio ajuda a explicar por que o preço de componentes eletrônicos tem subido e acende um alerta sobre o custo de smartphones, notebooks e até veículos no Brasil nos próximos anos.
Por que a escassez de chips deve se agravar até 2028
A Samsung informou que o desequilíbrio entre oferta e demanda por chips de memória deve piorar em 2027 e continuar em 2028, mesmo depois de a empresa registrar um salto de mais de 250 vezes no lucro da divisão de semicondutores em um único trimestre. Para se proteger da falta de componentes, a companhia já fechou contratos de fornecimento de longo prazo, com duração mínima de cinco anos, com as cinco maiores empresas de data centers do mundo, e negocia acordos semelhantes com outras cinco companhias. Esses contratos devem garantir entre 60% e 70% de toda a capacidade de produção da Samsung no longo prazo, incluindo pagamentos antecipados para reduzir o risco dos investimentos bilionários da empresa.
Como a corrida por chips de inteligência artificial encarece os eletrônicos
A alta nos preços dos chips de memória, turbinada pela corrida bilionária das grandes empresas de tecnologia por inteligência artificial, tem um efeito colateral: ela já derrubou o resultado da própria divisão de celulares da Samsung, que registrou seu primeiro prejuízo trimestral justamente por causa do encarecimento dos componentes usados em seus próprios aparelhos. A empresa também aposta em um forte crescimento das vendas de chips de memória de alto desempenho usados em processadores de inteligência artificial, item essencial para fabricantes como Nvidia e AMD, em uma disputa direta com a rival sul-coreana SK Hynix.
O que a falta de chips pode significar para o bolso do consumidor brasileiro
Como o Brasil importa a maior parte dos semicondutores usados em celulares, computadores, eletrodomésticos e veículos, uma escassez prolongada de chips tende a pressionar os preços desses produtos por aqui também, especialmente em uma indústria automotiva e eletrônica cada vez mais dependente de componentes importados. Especialistas do setor já apontam que o consumidor brasileiro pode sentir esse efeito no preço de smartphones e carros novos nos próximos dois anos, à medida que a demanda por inteligência artificial continuar disputando espaço com a produção de chips para o consumo geral.
Com informações da Reuters.
Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.
— Maickel Katz