E. Jean Carroll celebra vitória judicial contra Donald Trump aos 82 anos
E. Jean Carroll, jornalista e escritora americana de 82 anos, comemorou nesta quinta‑feira a decisão judicial que lhe garantiu uma indenização milionária de Donald Trump por agressão sexual. A entrevista concedida em Paris, durante o lançamento de seu livro “Not My Type”, trouxe detalhes sobre uma batalha que durou sete anos.
Início da disputa
Em 2019, a ex‑colunista da revista Elle moveu ação contra o então presidente dos Estados Unidos, acusando-o de ter a agredido sexualmente em um provador de loja de departamentos em Nova York, em 1996. Trump negou as acusações, classificando‑as de falsas e chamando Carroll de “louca”.
Julgamento e condenação
Em 2026, o tribunal federal decidiu a favor de Carroll, condenando Trump a pagar US$ 5,6 milhões (cerca de R$ 29 milhões) por danos decorrentes da agressão. Paralelamente, um tribunal de apelações aprovou uma sentença de US$ 83,3 milhões (aproximadamente R$ 431 milhões) por difamação, embora a decisão ainda esteja aguardando recurso na Suprema Corte.
Reação de Carroll
Carroll descreveu a experiência como “difícil, mas catártica”. “Houve momentos emocionantes, alguns até empolgantes, e outros em que desejei não estar ali. Mas nada foi fácil ao longo desses sete anos”, afirmou. Ela atribuiu a própria persistência ao fato de não ter filhos e estar em idade avançada, o que, segundo ela, eliminou pressões pessoais.
Uso do dinheiro
A vencedora da ação declarou que pretende destinar os recursos à defesa dos direitos das mulheres, de minorias e a causas ambientais, rejeitando qualquer gasto pessoal. “Não compro nada; sei como ser feliz”, disse.
Impacto no movimento #MeToo
Carroll, que se tornou um ícone do feminismo, alertou que o medo de retaliação ainda impede muitas vítimas de buscar justiça. Ela também comentou que a publicação de seu livro somente ocorreu na França porque “os franceses foram os únicos a ter coragem de publicá‑lo”.
O caso reforça a complexa relação entre poder político e responsabilidade judicial nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que coloca em evidência a luta contínua por igualdade de gênero no âmbito legal e social.
Com informações de G1 Mundo.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional