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Cristovão Bastos celebra 80 anos com álbum, shows e workshops em Portugal

O pianista, compositor e arranjador cristovano Bastos, que completará 80 anos em 3 de dezembro, iniciou as comemorações ainda neste setembro. A programação inclui a gravação de um novo álbum, uma série de concertos e oficinas de música em território português.

Álbum “Além do tempo” reúne nomes de destaque

Na manhã de 4 de setembro, Bastos lançou o disco “Além do tempo”, editado pela gravadora Kuarup. O trabalho apresenta um trio formado por ele, a cantora Fernanda Collins e o violinista Daniel Guedes. Entre as faixas, o grupo reinterpreta clássicos da MPB, como “Eu sei que vou te amar” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), “Beatriz” (Edu Lobo e Chico Buarque), o bolero “Resposta ao tempo” – coescrito com Aldir Blanc – e “Todo sentimento”, cuja letra é de Chico Buarque, mas cuja melodia pertence a Bastos.

Turnê portuguesa inclui concertos e workshops

A estreia da celebração aconteceu em 3 de setembro, quando o artista se apresentou na Casa da Música, em Porto. No recital, convidou o grupo Clube do Choro do Porto e a cantora Ilana Volcov. A agenda do projeto “Cristovão Bastos – 80 Anos” prevê mais shows e oficinas de arranjo e improvisação ao longo da primeira quinzena de setembro, reforçando o vínculo do pianista com a cena musical portuguesa.

Carreira marcada por parcerias com grandes nomes da MPB

Ao longo de seis décadas, Bastos colaborou com alguns dos maiores nomes da música brasileira. Junto a Aldir Blanc compôs o bolero “Resposta ao tempo”, gravado por Nana Caymmi. Em 1987, Chico Buarque escreveu a letra de “Todo sentimento” a partir da melodia do pianista, em sessão sugerida por Miúcha. Também trabalhou com Paulinho da Viola, ampliando sua atuação no universo do choro.

Do Black Rio ao choro: a trajetória musical

Natural de Marechal Hermes, Rio de Janeiro, nascido em 3 de dezembro de 1946, Bastos começou a tocar nos bailes cariocas e, nos anos 1970, integrou a formação original da banda Black Rio, participando do álbum “Maria fumaça” (1977). Como arranjador, sua assinatura está presente em gravações de artistas como Áurea Martins, Ilana Volcov e Marco Pereira. Seu discográfico inclui dois álbuns solo – “Avenida Brasil” (1996) e “Curtindo a gafieira” (2008) – além de diversos trabalhos em duo e em projetos coletivos.

Com a programação de setembro, Cristovão Bastos já demonstra que, mesmo próximo dos 80 anos, sua música continua a se reinventar e a dialogar com novas gerações, reafirmando seu papel como um dos pilares da MPB contemporânea.

Com informações de G1 Pop & Arte.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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