Cultura/Entretenimento

Contrato da NewJeans elimina direitos de sono e escolha livre, aponta relatório

A recente investigação divulgada pelo The New York Times revelou que as integrantes do grupo sul-coreano NewJeans assinaram contratos com a gravadora Ador que excluíam garantias básicas, como o direito ao sono, ao descanso e à livre escolha. Os documentos teriam sido firmados quando as cantoras tinham entre 14 e 17 anos, idade em que ainda são consideradas menores de idade sob a lei sul-coreana.

Detalhes do contrato

Segundo o relatório, as cláusulas em questão foram inseridas nas avenidas de 2023, período em que a banda conquistava seu primeiro sucesso internacional. Os termos estipulavam que as artistas deveriam atender a demandas de produção e promoção a qualquer hora, sem a possibilidade de recusar compromissos por fadiga ou questões pessoais. O texto legal ainda continha uma redação que anulava qualquer direito a períodos de descanso, alegando que a “necessidade de manter a excelência artística” prevaleceria sobre a saúde física dos membros.

Resposta da gravadora

A Ador, empresa responsável pela gestão de NewJeans, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o conteúdo específico do relatório. Em declarações anteriores, a gravadora tem defendido seus contratos como “padrões da indústria” e assegurado que todas as cláusulas obedecem à legislação vigente. No entanto, a revelação coloca em foco o grau de proteção que menores de idade recebem ao ingressar no exigente mercado de K‑pop.

Impacto nas integrantes

As cinco integrantes do grupo – Minji, Hanni, Danielle, Haerin e Hyein – se tornaram símbolos de uma nova geração de idols que combinam talento com presença global. O relato de que suas condições contratuais poderiam comprometer o sono e o bem‑estar levanta questões sobre a pressão psicológica e física que esses jovens enfrentam. Especialistas em direitos da criança alertam que a ausência de garantias de descanso pode gerar problemas de saúde a longo prazo, incluindo transtornos de sono e esgotamento mental.

Contexto da indústria K‑pop

Contratos rígidos não são novidade na música pop sul‑coreana, onde agências costumam exigir dedicação total dos artistas. Contudo, a prática de excluir explicitamente direitos fundamentais tem sido alvo de críticas crescentes, sobretudo após casos de abusos em outras agências. Organizações de direitos humanos têm pedido revisões legislativas para garantir que menores de idade tenham proteção adicional ao assinar acordos comerciais.

Possíveis desdobramentos legais

Com a divulgação do relatório, advogados especializados em direito trabalhista e de menores avaliam a possibilidade de ação judicial contra a Ador. Caso seja comprovada a violação de normas que garantem descanso e saúde ao trabalhador, a empresa pode enfrentar multas e a necessidade de renegociar os contratos. Enquanto isso, fãs e ativistas continuam a pressionar por maior transparência e respeito aos direitos das jovens artistas.

Com informações de The Guardian World.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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