Economia

Consumo de energia de Itaipu por Paraguai pressiona preços no Brasil, alerta Itaú BBA

Um relatório do Itaú BBA aponta que o aumento do consumo de energia da usina de Itaipu pelo Paraguai deve gerar pressão sobre os preços da eletricidade no Brasil, sobretudo ao reduzir a oferta disponível para o sistema brasileiro no final da tarde.

Contexto da Usina de Itaipu

Localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, Itaipu é uma das maiores hidrelétricas do mundo, com capacidade instalada de cerca de 14 mil megawatts, divididos igualmente entre os dois países. Historicamente, a energia gerada é compartilhada de forma equitativa, mas variações no consumo de um dos lados impactam diretamente o volume que o outro recebe.

Aumento do consumo paraguaio

Nos últimos meses, o Paraguai tem registrado um crescimento significativo na demanda interna por eletricidade, motivado por projetos de expansão industrial e aumento do consumo residencial. Segundo a análise do Itaú BBA, esse incremento eleva a quantidade de energia extraída da cota paraguaia de Itaipu, reduzindo a parcela que seria repassada ao mercado brasileiro.

Impactos esperados nos preços brasileiros

Ao diminuir a disponibilidade de energia no fim da tarde – período em que o consumo brasileiro atinge o pico – o mercado nacional tende a registrar elevações de preço. O estudo indica que a escassez pode intensificar a disputa entre grandes consumidores, como indústrias e data centers, que já enfrentam desafios com a oferta limitada.

Repercussões para o setor produtivo

Empresas que dependem de energia constante podem sentir o efeito da alta tarifária nas suas planilhas de custos. Setores intensivos em energia, como siderúrgico, químico e de tecnologia da informação, podem buscar alternativas de mitigação, como contratos de compra de energia de longo prazo ou investimentos em fontes renováveis próprias.

Perspectivas para o futuro

O Itaú BBA recomenda que os agentes do mercado monitorem de perto a evolução do consumo paraguaio e considerem estratégias de hedging para proteger-se de oscilações de preço. Enquanto a demanda interna do Paraguai segue em alta, a pressão sobre o suprimento brasileiro pode se tornar uma variável recorrente nos próximos ciclos de energia.

Com informações de Folha Mercado.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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