Cláudio Castro afirma ter procurado ministro André Mendonça sobre ordem judicial que impediria soltura de Sérgio Cabral
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), declarou neste domingo, 13 de setembro, que entrou em contato com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para averiguar a existência de alguma decisão judicial que impedisse a liberdade do ex-ministro Sérgio Cabral.
Contexto da investigação
Cabral, que já cumpriu parte de pena por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, tem sido alvo de pedidos de libertação por parte de seus advogados. O caso ganhou ampla cobertura nos últimos meses, especialmente após a divulgação de novos documentos que questionam a regularidade de procedimentos judiciais.
Declaração de Cláudio Castro
Segundo o relato de Castro, a iniciativa de buscar informações junto ao STF foi motivada por dúvidas sobre eventuais restrições legais que pudessem manter Cabral detido. “Liguei para o ministro André Mendonça para saber se havia alguma ordem judicial que ainda estivesse em vigor e que impedisse a soltura”, afirmou o político durante entrevista concedida a veículos de comunicação.
Reação do Ministério da Justiça
O Ministério da Justiça, por meio de seu porta-voz, não se pronunciou imediatamente sobre a alegação. Fontes próximas ao gabinete de Mendonça indicam que o ministro costuma atender a consultas formais de autoridades estaduais, mas que não costuma comentar processos em andamento.
Posição do STF
Até o momento, o STF não divulgou qualquer decisão que impeça a liberdade de Cabral. O tribunal costuma manter sigilo sobre procedimentos internos, salvo quando há decisão que determine público conhecimento.
Implicações políticas
A manifestação de Castro pode ter repercussões no cenário político local, já que o ex-governador ainda mantém influência sobre lideranças do PL no estado. Observadores apontam que o pedido de informação pode ser interpretado como tentativa de demonstrar diligência ou, alternativamente, como sinal de alinhamento com setores que defendem a manutenção da prisão de Cabral.
O caso segue aberto e, conforme avançam as investigações, novas informações podem surgir tanto do STF quanto da promotoria responsável pelo processo contra o ex-ministro.
Com informações de Folha Poder.
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— Redação Gazeta Nacional