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Brasil mantém embaixadora nos EUA após revogação de visto e avalia resposta recíproca

O governo brasileiro decidiu manter a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em seu posto mesmo depois que o governo dos Estados Unidos revogou o visto da diplomata nesta terça-feira (4). A medida americana elevou um novo patamar de tensão em uma relação bilateral que já vinha desgastada havia mais de um ano.

O que motivou a revogação

Segundo o Departamento de Estado americano, a revogação foi apresentada como uma resposta à demora do governo brasileiro em conceder o agrément — o aval final que um país dá para reconhecer o chefe de missão diplomática indicado por outro — a Daniel Perez, escolhido por Donald Trump em 1º de junho para ocupar a embaixada dos EUA em Brasília. Perez, presidente da Assembleia Legislativa da Flórida, aguardava havia meses a aprovação brasileira. O posto americano no Brasil está vago desde janeiro de 2025.

Sem expulsão, mas sem retorno garantido

Autoridades americanas esclareceram que a revogação não significa a expulsão de Viotti: ela pode continuar residindo e trabalhando nos Estados Unidos normalmente. A restrição aparece caso ela deixe o país — nesse cenário, precisaria solicitar um novo visto para voltar a entrar em território americano.

Reação do Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores classificou as justificativas americanas como falsas e descreveu a medida como parte de uma escalada de atos considerados hostis. A avaliação técnica conjunta entre o Itamaraty e o Palácio do Planalto concluiu que tirar Viotti do país agora poderia dificultar seu retorno aos EUA, daí a orientação para que ela permaneça em Washington.

Um capítulo em uma crise mais longa

O episódio se soma a uma sequência de atritos entre Brasília e Washington que começou em julho de 2025, quando Trump anunciou tarifas sobre produtos brasileiros alegando perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Dez dias antes da revogação do visto de Viotti, o Itamaraty já havia negado vistos a dois diplomatas americanos enviados ao Brasil, episódio citado por Washington como estopim direto da retaliação.

Governo avalia resposta recíproca

O governo Lula decidiu que vai adotar reciprocidade em resposta à revogação e marcou uma reunião nesta quarta-feira (5) para definir o formato da retaliação. A tarefa é complicada pelo fato de o Brasil não ter atualmente um embaixador americano em seu território: quem responde pelos EUA em Brasília é a encarregada de negócios interina, Kimberly Kelly, cargo de status diplomático inferior ao de embaixador.

Com informações do G1.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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