Economia

BC alerta para risco de endividamento das famílias com crédito sem garantia

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou sobre o avanço de modalidades de crédito caras e sem garantia entre as famílias brasileiras, destacando que o endividamento continua em patamares elevados apesar da melhora nos indicadores de renda e emprego.

Durante participação no Febraban Tech, Galípolo ressaltou que o crescimento recente da dívida tem sido puxado principalmente por linhas de crédito voltadas para consumo e despesas recorrentes. “Não dá para ficar contente porque o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu”, afirmou.

Contexto econômico favorável

Segundo dados apresentados pelo presidente do BC no evento, o desemprego estava em 5,4% em junho, enquanto a renda disponível das famílias atingiu R$ 822 bilhões em maio. Apesar desse cenário mais favorável, o endividamento das famílias permanece em nível preocupante.

Qualidade do crédito em questão

Galípolo diferenciou tipos de dívida conforme seu impacto no patrimônio. Dívidas que contribuem para a formação de ativos, como o financiamento imobiliário, diferem daquelas usadas em despesas que não resultam em bens ou investimentos duradouros. “Nem todo tipo de endividamento é um problema. Comprar uma casa, por exemplo, gera um ativo. O problema é quando a dívida é usada para algo que não se transforma em ativo, principalmente quando envolve juros elevados”, explicou.

Confiança no Pix em alta

Em outro ponto da apresentação, Galípolo comemorou o elevado nível de confiança dos brasileiros no Pix. Dados de uma pesquisa apresentada no evento mostram que 80% dos brasileiros confiam no sistema de pagamentos. Para efeito de comparação, apenas 70% afirmam confiar no próprio cônjuge.

Segundo estudo do Banco Central, o Pix já é utilizado por 148 milhões de pessoas físicas, equivalente a 86% da população adulta, além de 12,8 milhões de empresas, consolidando-se como um dos principais instrumentos de inclusão financeira do país.

Com informações de G1 Economia.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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