Tecnologia

Bancos ampliam busca por profissionais de IA e dados em investimento de R$ 3 bilhões

O setor bancário brasileiro intensifica a procura por profissionais especializados em tecnologia, impulsionado pelo crescimento dos investimentos em inteligência artificial, análise de dados e computação em nuvem. Segundo a 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, as instituições financeiras pretendem destinar R$ 2,97 bilhões especificamente para inteligência artificial, análise de dados e big data em 2026.

O orçamento total destinado à área de tecnologia deve chegar a R$ 50,4 bilhões no próximo ano, representando um crescimento de 12% em relação ao período anterior. Essa expansão reflete a estratégia das instituições em modernizar seus sistemas e aumentar a capacidade de processamento de informações.

Profissões mais demandadas

Entre os cinco profissionais de tecnologia mais procurados pelos bancos estão o desenvolvedor de software, que lidera a demanda com foco na criação e evolução de sistemas e aplicativos. Na sequência, aparecem o engenheiro de IA, responsável pelo desenvolvimento e implementação de soluções de inteligência artificial, e o engenheiro de dados, especialista em trabalhar com grandes volumes de informações das instituições.

O arquiteto corporativo, responsável pela organização das estruturas de tecnologia das empresas, ocupa o quarto lugar, seguido pelo engenheiro de DevOps, profissional que atua na integração entre o desenvolvimento de sistemas e as operações necessárias para mantê-los funcionando.

Tecnologia como pilar estratégico

Atualmente, a tecnologia reúne 11% dos profissionais dos bancos brasileiros. Dentro dessas equipes, 55% trabalham em desenvolvimento de sistemas, enquanto infraestrutura representa 18%, compliance e gestão de riscos somam 8%, e análise de dados e inteligência de negócios correspondem a 7%. Segurança da informação e cibernética ficam com 5% dos profissionais.

Investimento em capacitação

A expansão da demanda por especialistas vem acompanhada de investimentos em requalificação profissional. As prioridades principais incluem inteligência artificial e aprendizado de máquina, segurança cibernética, análise de dados, engenharia de software e computação em nuvem. Conforme a pesquisa, 39% dos bancos já implementam estratégias de requalificação, enquanto 22% estão estruturando essas iniciativas. Outros 9% ainda discutem o tema e 30% não possuem estratégias definidas.

Mercado competitivo

A formação e a atualização das equipes passaram a integrar a estratégia da maioria das instituições financeiras. Com a intensificação dos investimentos em tecnologia, a disputa por profissionais qualificados tende a se acentuar no mercado de trabalho brasileiro, consolidando IA e transformação digital como diferenciais competitivos no setor.

Com informações de G1 Tecnologia.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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