Ativista Joshua Wong é condenado a 10 anos de prisão em Hong Kong
Joshua Wong, líder estudantil que se tornou símbolo das protestas pró-democracia em Hong Kong, foi sentenciado nesta quinta-feira (5) a dez anos de reclusão, cumprindo assim sua segunda condenação baseada na Lei de Segurança Nacional imposta por Pequim.
O juiz William Tam, responsável pelo caso, considerou o crime de “conspiração para se aliar a forças estrangeiras” como grave e rejeitou a alegação de que a participação de Wong teria sido limitada. Embora tenha inicialmente cogitado uma pena de 13 anos, o magistrado reduziu a sentença em razão da confissão de culpa do ativista.
Condenação e detalhes da sentença
Wong, de 30 anos, já cumpre quatro anos e oito meses de prisão por outro caso de segurança nacional, relacionado a uma eleição primária não oficial. A nova condenação será cumprida simultaneamente à pena anterior, restando cerca de dois meses da primeira antes de seu término previsto para janeiro de 2027.
Acusações sob a Lei de Segurança Nacional
Em 2025, Wong foi acusado de conspirar com forças estrangeiras para colocar em risco a segurança nacional. A acusação apontou que ele teria feito lobby internacional junto a políticos como Nancy Pelosi e Marco Rubio, buscando sanções contra Hong Kong e a China. O tribunal considerou que tais ações violaram a lei promulgada após os protestos de 2019.
Repercussão e críticas internacionais
Especialistas e observadores veem a sentença como parte de um padrão de repressão ao ativismo em Hong Kong. Eric Lai, do Centro de Direito Asiático da Universidade de Georgetown, alertou que a Lei de Segurança Nacional pode ser usada repetidamente para manter presos políticos por períodos prolongados. Organizações de direitos humanos condenam a medida como uma tentativa de silenciar a oposição.
Impacto no movimento pró-democracia
Mesmo encarcerado, Wong permanece símbolo de uma geração que cresceu na transição de Hong Kong do domínio colonial britânico para a soberania chinesa. Apoios dentro e fora da cidade destacam sua trajetória de leitor ávido, autodidata e agora músico amador, ressaltando sua resiliência durante os anos de prisão.
Perspectivas futuras
Autoridades de Hong Kong defendem a lei como essencial para a estabilidade da cidade, enquanto críticos argumentam que ela mina a liberdade de expressão e o direito de protesto. O futuro de Wong, que ainda pretende cuidar dos pais após sua libertação, permanece incerto, mas sua condenação reforça o clima de alerta entre ativistas e sociedade civil da região.
Com informações de G1 Mundo.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional