Assembleia de Deus Ministério Madureira apoia Ronaldo Caiado e se afasta de Flávio Bolsonaro
A Assembleia de Deus Ministério Madureira, tradicional denominação evangélica de forte presença no Rio de Janeiro, mudou novamente sua estratégia eleitoral nesta campanha presidencial. Após anos de apoio ao bolsonarismo, a liderança da igreja optou por não respaldar a candidatura de Flávio Bolsonaro e direcionou seu endosso ao candidato a governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Histórico de relação com a política
Fundada na década de 1950, a congregação de Madureira tem mantido uma atuação política marcante desde a redemocratização. Em 2018, a instituição foi uma das vozes mais visíveis do apoio ao presidente Jair Bolsonaro, realizando eventos de campanha e mobilizando fiéis nas urnas.
Reviravolta nas eleições de 2026
Entretanto, a dinâmica interna mudou nos últimos meses. Em declarações públicas, representantes do Ministério Madureira deixaram claro que não concordam com a candidatura de Flávio Bolsonaro, filho do ex‑presidente. O afastamento foi precedido por uma breve abertura de diálogo com o ex‑presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que incluiu encontros de líderes evangélicos com membros do Partido dos Trabalhadores.
Alinhamento com Ronaldo Caiado
Após avaliar as opções, a igreja escolheu apoiar Ronaldo Caiado, atual governador de Goiás, que aparece nas pesquisas com cerca de 3% das intenções de voto a nível nacional. O endosso foi anunciado em um evento na sede da congregação, onde foram destacadas as propostas de Caiado em temas como segurança pública e valores familiares, questões consideradas prioritárias pelos líderes evangélicos.
Repercussão entre eleitores
A mudança de postura gerou diferentes reações entre os fiéis. Enquanto alguns elogiaram a autonomia da igreja ao decidir por um candidato que, segundo eles, melhor representa os princípios cristãos, outros criticaram a “volatilidade” dos apoios políticos e temeram que a decisão fosse guiada por interesses eleitorais momentâneos.
Impacto nas urnas
Especialistas apontam que o voto evangélico ainda tem peso significativo em determinadas regiões, sobretudo no Sudeste e no Centro‑Oeste. O apoio de uma entidade como a Assembleia de Deus Ministério Madureira pode acrescentar votos decisivos para Caiado, sobretudo em estados onde a comunidade evangélica supera 20% da população. Contudo, a margem de 3% nas pesquisas indica que o candidato ainda enfrenta um longo caminho para ampliar sua base.
O episódio evidencia a crescente relevância das lideranças religiosas na política brasileira, bem como a capacidade de mudar de posicionamento conforme as circunstâncias eleitorais. Com a campanha em pleno andamento, o próximo passo será observar como o apoio de Madureira será convertido em votos nas urnas.
Com informações de BBC Brasil.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional