Aprovação de Lula fica abaixo de 50% em nova pesquisa da Nexus/BTG
Uma pesquisa recente divulgada nesta segunda-feira indica que a taxa de desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 49%, enquanto a aprovação ficou em 47%, segundo levantamento da consultoria Nexus/BTG. Os números apontam para a primeira vez em que o mandatário registra mais desaprovação do que aprovação desde que assumiu o cargo, em 2023.
Metodologia da pesquisa – O estudo entrevistou 2.003 eleitores em todo o país entre os dias 11 e 13 de setembro. A amostra foi selecionada de forma aleatória, contemplando diferentes regiões, faixas etárias, níveis de escolaridade e perfis de renda. O relatório indica margem de erro de dois pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, o que está dentro dos padrões adotados por pesquisas de opinião no Brasil.
Resultados – Quando questionados sobre a avaliação geral da gestão presidencial, 47% dos entrevistados responderam que aprovam o desempenho de Lula, 49% manifestaram desaprovação e 4% se declararam indecisos ou sem opinião formada. Entre os itens avaliados separadamente, a economia recebeu aprovação de 45% e desaprovação de 52%, enquanto a política externa foi aprovada por 50% dos participantes.
Comparação com pesquisas anteriores – Até o momento, as sondagens realizadas ao longo do mandato mostravam uma maioria de aprovação, ainda que com margens estreitas. Em junho, por exemplo, outra pesquisa do Instituto Datafolha apontava 51% de aprovação e 44% de desaprovação. A queda recente pode refletir a intensificação de críticas ao governo em áreas como inflação, segurança pública e a condução de reformas estruturais.
Repercussão política – O resultado chegou ao Congresso num momento de debates sobre a aprovação de projetos de lei de grande impacto econômico. Lideranças da base governista destacaram que a pesquisa reflete uma fase de “normalização” da opinião pública, enquanto opositores a utilizam como argumento de que o governo perdeu o apoio popular. Analistas apontam que a margem de erro ainda permite variações, mas que a tendência de estreitamento do índice de aprovação pode influenciar a estratégia de comunicação do Palácio do Planalto nas próximas semanas.
Perspectivas para o governo – Especialistas em ciência política sugerem que o presidente pode buscar reforçar a agenda de políticas sociais e acelerar a entrega de resultados nas áreas de infraestrutura e geração de emprego, a fim de reconquistar a confiança dos eleitores. A próxima rodada de pesquisas, prevista para outubro, deve indicar se a queda é pontual ou se representa um novo patamar de avaliação popular.
Com informações de CNN Brasil.
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— Redação Gazeta Nacional