Economia

Acordo com Noruega entra em vigor; café e soja lideram exportações brasileiras

O tratado de livre comércio firmado entre Brasil e Noruega passou a valer nesta terça‑feira, 1º de novembro de 2026, reforçando a estratégia do governo de ampliar o fluxo de exportações agropecuárias. O acordo, que elimina tarifas em mais de 300 produtos, abre novas oportunidades para setores que já despontam como pilares da balança comercial agrícola.

Queda nas exportações em 2025

Dados oficiais revelam que as exportações de produtos do agronegócio caíram 33% em 2025 em relação ao ano anterior. O recuo está associado a fatores externos, como a desaceleração da demanda em mercados tradicionais e a volatilidade dos preços internacionais de commodities.

Produtos que se mantêm em destaque

Mesmo com a queda geral, o café e o complexo da soja continuam à frente das remessas brasileiras. O café registrou receitas de US$ 105 milhões, enquanto a soja, o milho e seus subprodutos somaram US$ 45,5 milhões em exportações para a Noruega. Esses números evidenciam a resiliência dos cultivos de alto valor agregado, que encontram nichos de consumo em países europeus.

Impacto esperado do acordo

Especialistas apontam que a eliminação de tarifas poderá reduzir os custos logísticos e tornar os produtos brasileiros mais competitivos nas prateleiras norueguesas. A expectativa é que o fluxo de café e soja cresça em torno de 15% ao ano nos próximos três anos, impulsionado por campanhas de promoção conjunta e acordos de certificação de qualidade.

Desafios logísticos e de produção

Para transformar a perspectiva em resultados concretos, o setor ainda enfrenta gargalos na infraestrutura portuária e na cadeia de frio, sobretudo para o café especial. Investimentos em terminais de exportação e em tecnologias de rastreamento são apontados como prioridades pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Perspectivas para o agronegócio brasileiro

O governo indica que o acordo com a Noruega faz parte de uma agenda mais ampla, que inclui negociações com outros mercados da Europa e da Ásia. A meta é reverter a tendência de queda nas exportações e colocar o Brasil como fornecedor preferencial de produtos agrícolas de alta qualidade. Enquanto isso, produtores de café e soja monitoram de perto as primeiras remessas sob o novo regime tarifário, na esperança de que a abertura comercial traga ganhos reais ao setor.

Com informações de CNN Brasil.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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