Acadêmico é suspenso após acusar professor de Cambridge de plágio
Nathan Cofnas, pesquisador norte-americano, foi suspenso pela Universidade de Ghent, na Bélgica, enquanto sofre investigação por discriminação. A suspensão ocorre dias após ele levantar acusações de plágio contra Jason Arday, professor de Cambridge que foi encontrado morto aos 41 anos em Londres.
Cofnas divulgou sua suspensão pelas redes sociais na quinta-feira (20), afirmando que a universidade belga “é quase certo que vai me demitir”. Em posts anteriores, informou estar sob investigação por supostamente ter discriminado Arday.
Investigação suspensiva
A Universidade de Ghent confirmou a suspensão de Cofnas, descrita como “medida preventiva” enquanto aguarda conclusão de uma investigação disciplinar preliminar. A instituição não forneceu detalhes públicos sobre os motivos, citando a necessidade de preservar a confidencialidade do processo.
Contexto do caso Arday
Jason Arday era conhecido por ter se tornado o mais jovem professor negro de Cambridge. Ele negou as acusações de plágio levantadas por Cofnas em julho, mas admitiu ter cometido erros. Arday se demitiu de seu cargo dias antes de ser encontrado morto. Sua família descreveu-o como vítima de desinformação e assédio.
A morte de Arday provocou uma vigília em Londres com participação de milhares de pessoas, levando autoridades britânicas a caracterizarem o ocorrido como uma “tragédia em muitos níveis”.
Histórico de Cofnas
Cofnas é alvo de escrutínio há tempos na comunidade acadêmica. O Emmanuel College, da Universidade de Cambridge, encerrou sua parceria com ele após preocupações de alunos em relação a publicações suas em um blog com conteúdo que questionava representatividade de negros em posições de destaque. Cofnas nega ser racista e mantém uma disputa judicial com a instituição.
Reações e desdobramentos
As acusações contra Arday receberam ampla cobertura da imprensa britânica, gerando debates públicos sobre a cobertura de tabloides no Reino Unido. Antes de sua morte, Arday afirmou repetidamente que os ataques públicos afetavam profundamente sua saúde mental e a de sua família.
Com informações de G1 Mundo.
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— Redação Gazeta Nacional