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Abelardo de la Espriella toma posse como novo presidente da Colômbia em cerimônia fora de Bogotá

O advogado e empresário Abelardo de la Espriella, de 47 anos, tomou posse nesta sexta-feira (7) como o novo presidente da Colômbia, em uma cerimônia realizada na cidade de Cali, no sudoeste do país. Foi a primeira vez em décadas que uma posse presidencial colombiana ocorreu fora de Bogotá, depois que o Congresso autorizou a transferência temporária das atividades legislativas para a cidade.

Vitória apertada nas urnas
Espriella, identificado como um candidato de direita e de discurso antissistema, venceu as eleições de junho contra o senador de esquerda Iván Cepeda, aliado do então presidente Gustavo Petro, por uma margem de cerca de 250 mil votos. No segundo turno, ele obteve 49,66% dos votos válidos, resultado que a oposição colombiana ainda contesta em protestos de rua.

Discurso marcado pela defesa da legitimidade eleitoral
Em seu pronunciamento de posse, o novo presidente pediu respeito ao resultado das urnas e afirmou que sua eleição ocorreu “sob as mesmas regras, as mesmas instituições e as mesmas garantias” que elegeram o governo anterior. Ele classificou colocar em dúvida sua legitimidade como um desrespeito à “vontade soberana do povo colombiano”.

Segurança como bandeira central
Espriella dedicou boa parte do discurso ao combate ao crime organizado, citando como referência as políticas de segurança adotadas pelo ex-presidente Álvaro Uribe Vélez no início dos anos 2000. Ele determinou às Forças Militares e à Polícia Nacional colombianas uma ofensiva contra organizações criminosas e o narcoterrorismo, afirmando que esses grupos têm “dois caminhos: submeter-se ao império da lei ou enfrentar a força decidida do Estado”. O novo presidente também anunciou que a erradicação de plantações de coca com uso de herbicidas será uma das prioridades de sua gestão.

Um Congresso hostil pela frente
Apesar do tom de vitória, Espriella deve enfrentar resistência significativa no Legislativo, já que seu partido não tem maioria no Congresso colombiano. A decisão de transferir a cerimônia de posse para Cali também gerou atrito: parlamentares de esquerda votaram contra a mudança, anunciaram boicote ao evento e convocaram atos em diferentes cidades do país em protesto.

Promessas para o início do mandato
Nas semanas que antecederam a posse, o presidente eleito já havia sinalizado medidas para os primeiros meses de governo, incluindo a criação de uma força especial dedicada ao combate à criminalidade urbana, a revisão da estratégia de segurança contra grupos armados e um plano de austeridade fiscal que prevê o fechamento de embaixadas e consulados considerados não essenciais.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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