Terremoto de magnitude 7,4 deixa mais de 290 mortos na Colômbia
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na última segunda-feira, deixando mais de 290 mortos e cerca de 4 mil feridos, segundo balanço divulgado pelo governo colombiano. O abalo, que durou entre 90 segundos e dois minutos, teve epicentro no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, e foi sentido em Bogotá, a cerca de 300 quilômetros de distância, além de países vizinhos.
Destruição concentrada no Chocó
As imagens mais dramáticas vêm da região oeste do país, onde casas desabaram e prédios ruíram enquanto moradores tentavam deixar as construções. Equipes de resgate especializadas assumiram a coordenação das buscas nas horas seguintes ao tremor, com apoio de voluntários que se somaram aos trabalhos nos escombros.
Tecnologia de cinema ajuda a localizar sobreviventes
Entre os grupos que se juntaram aos resgates, técnicos de captação de som levaram equipamentos originalmente usados em produções audiovisuais para tentar identificar ruídos sob as construções destruídas e localizar possíveis sobreviventes. A operação nem sempre chegou a tempo: parte das vítimas foi encontrada já sem vida pelas equipes de busca.
Resgates duraram horas em casos mais complexos
Relatos de moradores atingidos mostram a duração e a dificuldade das operações. Em um dos casos, uma mulher soterrada em uma casa de três andares que desabou só foi retirada dos escombros mais de seis horas depois do desmoronamento, após bombeiros contornarem uma viga, uma tubulação de gás e uma rede elétrica que dificultavam o resgate.
Semana marcada por sismos em diferentes continentes
O terremoto colombiano não foi um episódio isolado nos últimos dias. Na madrugada de sábado, a Indonésia registrou um tremor de magnitude 7,7 que matou ao menos 38 pessoas, e no mesmo dia um abalo de magnitude 5 causou danos na cidade espanhola de Granada, sem deixar feridos.
O que explica a magnitude do desastre
Especialistas atribuem o terremoto ao encontro de três grandes placas tectônicas na região — Nazca, Sul-Americana e Caribe —, em um processo de subducção no qual uma placa desliza sob a outra e acumula pressão ao longo do tempo até liberá-la na forma de abalo sísmico. Segundo sismólogos, o planeta costuma registrar entre 14 e 15 terremotos de grande magnitude por ano, e 2026 já acumula cerca de 11 eventos acima de magnitude 7 — número um pouco acima da média histórica, mas dentro do que é considerado esperado para a atividade sísmica global.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional