Cultura/Entretenimento

Gravuras de Matisse roubadas de biblioteca em São Paulo são recuperadas

Oito gravuras do artista francês Henri Matisse, roubadas de uma biblioteca em São Paulo no fim do ano passado, foram recuperadas pela polícia. As peças, avaliadas em cerca de US$ 200 mil, foram encontradas na quinta-feira (13/8) em uma residência em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e um suspeito de 44 anos foi preso no local.

Como aconteceu o roubo

O crime ocorreu em 7 de dezembro do ano passado, na Biblioteca Mário de Andrade. Dois ladrões renderam um segurança e um casal de idosos que visitava o local, pegaram as obras e fugiram a pé pela entrada principal em direção ao metrô. As gravuras faziam parte da mostra “Do Livro ao Museu”, realizada em parceria entre a biblioteca e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, e o ataque ocorreu no último dia da exposição.

Obra encontrada quase um ano depois

Segundo a polícia, João Paulo Linhares de Araújo, detido na quinta-feira, é suspeito de ter guardado as gravuras em nome dos demais envolvidos no crime. As oito obras, que integravam o livro de edição limitada “Jazz”, já foram devolvidas à biblioteca, que reforçou a segurança do acervo.

Quem já foi preso pelo crime

Antes da prisão mais recente, outras três pessoas já haviam sido detidas em relação ao caso, entre elas Laéssio Rodrigues de Oliveira, de 53 anos, apontado pela polícia como responsável por planejar e dirigir o assalto. Ele está sob custódia desde abril, após ser preso em outra investigação. Um homem e uma mulher também foram presos anteriormente por ligação com o roubo.

Obras de Portinari seguem desaparecidas

Cinco gravuras do artista brasileiro Cândido Portinari, levadas no mesmo assalto, ainda não foram encontradas. As peças foram feitas para ilustrar uma edição especial do romance “Menino de Engenho”, de José Lins do Rego, e integram uma série rara lançada em 1959.

Valor histórico e cultural das peças

Matisse é considerado um dos artistas mais influentes do século 20, e as gravuras recuperadas — entre elas “Le Clown”, “Le Cirque” e “Monsieur Loyal” — representam um momento de transição na carreira do pintor, quando ele passou a explorar a técnica de colagem com papel recortado. Logo após o roubo, a prefeitura de São Paulo acionou a Interpol por meio da Polícia Federal, com receio de que as obras fossem enviadas ao exterior, o que dificultaria a recuperação.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *