Busca por sobreviventes do terremoto na Colômbia entra em fase crítica
Três dias após o forte terremoto que atingiu Cali e outras cidades da Colômbia na segunda-feira, 10 de agosto, as operações de resgate entraram em uma fase considerada crítica pelas autoridades locais. O abalo já deixou ao menos 169 mortos e mais de 900 feridos, segundo balanço divulgado por órgãos oficiais do país.
Governo pede ajuda internacional
Diante da magnitude da tragédia, o governo colombiano solicitou apoio a Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel para reforçar as equipes de resgate. Segundo autoridades do país, a escolha desses parceiros se deve ao fato de suas equipes possuírem certificações internacionais reconhecidas para operações de busca e salvamento em estruturas colapsadas. O governo também prometeu criar um fundo de emergência destinado à reconstrução das áreas atingidas.
Relatos de heroísmo em meio à tragédia
Entre as vítimas está a advogada Lenny Fernández, de 38 anos, moradora de Cali, que morreu ao tentar proteger seu cachorro, Salomón, durante o desabamento de um prédio no bairro Cuarto de Legua. Equipes da Defesa Civil que trabalharam por horas entre os escombros encontraram o animal protegido pelo corpo da advogada; o cão sobreviveu e recebeu atendimento veterinário após o resgate. Fernández, natural de Pasto, era conhecida por seu trabalho em defesa dos animais.
Escolas e prédios entre os mais afetados
Relatos de sobreviventes descrevem cenas de desespero em escolas que desabaram durante o tremor. Em um dos casos mais comoventes, uma psicóloga contou que prestou os primeiros socorros na escola da própria filha após o colapso da estrutura, mas não conseguiu salvar uma menina de 10 anos, que morreu em seus braços. O terremoto provocou danos em diferentes setores de Cali e de cidades vizinhas, com prédios residenciais, comerciais e escolares entre as estruturas atingidas.
Por que a região é tão vulnerável
A Colômbia está situada na região conhecida como Cinturão de Fogo do Pacífico, onde ocorre a interação entre três placas tectônicas, o que torna o país um dos de maior atividade sísmica da América Latina. Historicamente, a região já registrou outros terremotos de grande magnitude, o que tem levado especialistas a cobrar reforço em políticas de prevenção e em planos de contingência para estruturas mais vulneráveis, como escolas e prédios antigos.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional