Desemprego entre jovens atinge 67 milhões no mundo e OIT alerta para efeito da inteligência artificial
O desemprego entre jovens voltou a crescer no mundo em 2025, período marcado por crescimento econômico mais fraco, tensões geopolíticas e geração lenta de vagas de trabalho. O alerta consta de um novo relatório divulgado nesta quarta-feira (12) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicada a questões trabalhistas.
Números do relatório
Segundo o levantamento, a taxa global de desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos subiu para 12,4% no ano passado, ante 12,3% em 2023. Em termos absolutos, o percentual representa 67 milhões de jovens sem trabalho ao redor do mundo, patamar que interrompeu uma trajetória recente de melhora nesse indicador.
Fatores por trás da alta
A organização atribui o resultado a uma combinação de fatores: desaceleração da atividade econômica global, instabilidade geopolítica em diferentes regiões e ritmo mais lento de criação de novos postos de trabalho. Essa combinação tem dificultado a entrada da população mais jovem no mercado formal, especialmente em economias emergentes.
O papel da inteligência artificial
Um dos pontos centrais do relatório é o risco de que o avanço da inteligência artificial aprofunde ainda mais o problema. A OIT avalia que a automação de tarefas antes realizadas por trabalhadores em início de carreira pode reduzir oportunidades justamente para a faixa etária que mais depende de postos de entrada no mercado para adquirir experiência.
Desafio para políticas públicas
O cenário reforça a pressão sobre governos para ampliar programas de qualificação profissional e de primeiro emprego, além de políticas que incentivem a contratação de jovens. Especialistas em mercado de trabalho apontam que, sem intervenção, o hiato entre a formação educacional e as exigências do mercado tende a aumentar diante da transformação tecnológica em curso.
Panorama global desigual
O relatório também chama atenção para disparidades regionais: países com economias mais frágeis e menor diversificação produtiva tendem a concentrar as taxas mais altas de desemprego juvenil, enquanto nações com mercados de trabalho mais dinâmicos conseguem absorver melhor essa força de trabalho, ainda que também sintam os efeitos da automação.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional