Coreia do Sul fecha acordos bilionários de chips de IA e mira parceria com o Brasil
Uma turnê de dez dias por quatro países deixou claro qual é a aposta da Coreia do Sul para os próximos anos: transformar o país no principal fornecedor mundial de semicondutores voltados à inteligência artificial. O presidente sul-coreano Lee Jae Myung encerrou neste fim de semana uma viagem que passou por São Francisco, Brasil, Chile e Argentina, com parada final em Frankfurt antes do retorno a Seul.
US$ 950 bilhões em acordos de tecnologia
A primeira parada, em São Francisco, nos dias 24 e 25 de julho, reuniu Lee com executivos de gigantes da tecnologia americana, incluindo Sam Altman, da OpenAI, e Jensen Huang, da Nvidia. Do encontro saíram parcerias avaliadas em US$ 950 bilhões, com destaque para um contrato de longo prazo em que o grupo sul-coreano SK — controlador da fabricante de chips SK hynix — vai fornecer US$ 750 bilhões em semicondutores de alta performance para a Nvidia e outras empresas do setor.
“Declaração de IA de San Francisco”
No evento, Lee apresentou o que seu governo batizou de “Declaração de IA de San Francisco”, na qual a Coreia do Sul se posiciona como base de produção confiável para a cadeia global de chips de inteligência artificial, apoiada na experiência do país em semicondutores de memória. A estratégia se conecta a um plano doméstico anunciado em junho, batizado de “três megaprojetos”, que prevê mais de 4.000 trilhões de wones (cerca de US$ 2,77 trilhões) em investimentos para expandir clusters de semicondutores, inteligência artificial física e data centers no país.
Passagem pelo Brasil e minerais críticos
Depois dos Estados Unidos, Lee seguiu para a América do Sul em busca de matéria-prima para sustentar essa cadeia produtiva. Em Brasília, no dia 27 de julho, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fechou compromissos de cooperação em minerais críticos e terras raras, além de sinalizar a retomada das negociações de um acordo comercial entre a Coreia do Sul e o Mercosul — bloco do qual o Brasil é um dos fundadores. As etapas seguintes, no Chile e na Argentina, seguiram a mesma lógica: parcerias em cobre e lítio, insumos essenciais tanto para a fabricação de chips quanto para baterias.
Por que isso importa
A ofensiva diplomática mostra como a corrida global por inteligência artificial já não se resume a algoritmos: ela passa por garantir fornecimento de chips, minerais e energia em meio a cadeias de suprimento cada vez mais disputadas geopoliticamente — e coloca o Brasil, com suas reservas de terras raras, no radar de uma das maiores potências tecnológicas da Ásia.
Com informações da Yonhap.
Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.
— Maickel Katz