Política

Colapso do Ueno Bank resulta na demissão do presidente Santiago Peña

Um grave déficit contábil descoberto no Ueno Bank provocou a drenagem de fundos públicos e deixou milhares de paraguaios sem acesso aos seus depósitos, desencadeando a maior crise institucional do país em anos.

Falha contábil e impacto nos cofres públicos

Investigações revelaram um rombo significativo nas contas do Ueno Bank, instituição que administrava recursos do Tesouro nacional e de programas sociais. O erro de contabilização, cuja extensão ainda está sendo quantificada, resultou na retirada de valores que deveriam permanecer sob controle estatal, comprometendo a liquidez de contas governamentais e de cidadãos que mantinham suas economias no banco.

Milhares de depositantes sem acesso

Com a crise, cerca de 30 mil clientes relataram a impossibilidade de movimentar suas contas, gerando filas em agências e um clima de pânico financeiro. Organizações de defesa do consumidor registraram um aumento abrupto de reclamações, enquanto autoridades tentavam, sem sucesso imediato, garantir a disponibilidade de recursos para os afetados.

Repercussão política

O desdobramento econômico rapidamente se transformou em um problema político de grande magnitude. A oposição, já crítica ao governo, utilizou o caso para questionar a capacidade da administração de Santiago Peña de supervisionar o sistema financeiro. O Parlamento convocou sessões extraordinárias para discutir medidas de emergência e, ao final, aprovou uma moção de censura que culminou na destituição do presidente.

Processo de demissão

Conforme a Constituição paraguai, a destituição de um presidente requer maioria qualificada no Congresso. A votação ocorreu na manhã de 4 de novembro, com 78% dos deputados apoiando a remoção de Peña, citando negligência na regulação bancária e a necessidade de restaurar a confiança nas instituições.

Próximos passos e perspectivas

Com o cargo vago, a Constituição determina que o vice‑presidente assuma interinamente até a realização de novas eleições. Enquanto isso, o governo interino deve buscar apoio internacional para estabilizar o sistema bancário e reparar os prejuízos sofridos pelos depositantes. Analistas financeiros alertam que a confiança no setor pode levar anos para ser reconquistada, a menos que sejam implementadas reformas estruturais robustas e transparência nos processos de supervisão bancária.

Com informações de Euronews PT.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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