Tecnologia

Binance retoma saques de criptoativos após ataque hacker que roubou US$ 6,3 bilhões

A maior exchange de criptomoedas do mundo anunciou, nesta quinta‑feira (5), a ampliação gradual dos serviços de retirada após o ataque cibernético que resultou no furto de US$ 6,3 bilhões em ativos digitais. O retorno dos saques começou às 04h (horário de Brasília) e segue um cronograma definido pela própria Binance.

Etapas de liberação

De acordo com a corretora, as retiradas não serão reabertas de forma simultânea. Cada combinação de criptomoeda e rede será habilitada apenas depois de concluídas as verificações de segurança exigidas. Na primeira rodada, a Binance incluiu redes como Ethereum (ETH), BNB Smart Chain (BSC), Base, Tron (TRX), Polygon (MATIC) e Sui. Entre os tokens contemplados estão UNI, AAVE, PAXG, FLOKI, SAND, ENS e GRT.

Depósitos permanecem ativos

Enquanto os saques são reestabelecidos de forma escalonada, a empresa afirma que os depósitos continuam operando sem interrupções. A prioridade na liberação dos ativos segue a demanda registrada pelos usuários nas últimas semanas, e novos criptoativos deverão ser incorporados à lista à medida que as auditorias avançarem.

Possíveis atrasos

A Binance alertou que, durante o processo de retomada, alguns usuários podem enfrentar tempos de processamento mais longos que o habitual. A recomendação da empresa é que os clientes verifiquem o status da rede e das moedas antes de solicitar retiradas, a fim de evitar frustrações.

Contexto do ataque

O incidente, que culminou no furto em 29 de outubro, envolveu uma série de vulnerabilidades internas. Segundo o relatório da própria Binance, invasores se valeram de entrevistas de emprego fraudulentas e de computadores comprometidos por ferramentas de inteligência artificial adulteradas. O primeiro ponto de entrada ocorreu em junho, quando um funcionário da equipe de carteiras baixou um software malicioso. Em setembro, outro engenheiro, ao participar de uma entrevista fictícia, instalou um repositório de código nocivo. O ataque final foi desencadeado em 20 de outubro, quando os hackers utilizaram credenciais roubadas e scripts maliciosos para assumir o controle dos sistemas de desenvolvimento.

Responsabilidade e compensação

O FBI vinculou a operação a um grupo de hackers norte‑coreano, embora o governo da Coreia do Norte negue a acusação. A Binance declarou que está reembolsando os clientes afetados e que vai intensificar os investimentos em tecnologias de detecção, inclusive com o uso de inteligência artificial, para prevenir novos incidentes. Em comunicado oficial, a empresa pediu desculpas pelos transtornos e pela incerteza gerados entre usuários, parceiros e o setor como um todo.

Com informações de G1 Tecnologia.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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