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Mineração ilegal de ouro intensifica em Joanesburgo; buracos e ferimentos em animais aumentam

Nas redondezas de Roodepoort, a oeste de Joanesburgo, a corrida por ouro está transformando antigas galerias em armadilhas mortais. Nos últimos meses, dezenas de grupos de “zama zamas” – termo zulú que significa “arriscar” – chegaram ao longo de uma estrada de terra que corta a zona, escavando em poços abandonados em busca de ouro que se tornou mais caro.

Preços do ouro impulsionam a exploração clandestina

O salto nos preços internacionais do metal precioso, que atingiu máximas históricas no segundo semestre de 2026, atraiu novos mineradores informais para áreas já marcadas por derramamentos e instabilidade geológica. Cada escavação abre a possibilidade de colapsos de solo, criando sinkholes que ameaçam tanto residências quanto vias públicas.

Impactos sobre a fauna local

Cora Bailey, que atua desde 1991 na clínica veterinária da organização sem fins lucrativos Claw (Community Led Animal Welfare), relata um aumento significativo de animais feridos. “Muitos dos animais chegam com lesões causadas por desabamentos ou por quedas nos poços”, afirma Bailey, que tem tratado vítimas entre cães, gatos e animais de criação nas comunidades da região.

Resposta policial ainda insuficiente

Apesar de operações esporádicas da polícia, a atividade dos zama zamas persiste. Autoridades locais reconhecem que a extensão das minas clandestinas dificulta a identificação e o fechamento de cada ponto de escavação. A falta de recursos especializados e a rápida reposição de grupos de mineradores dificultam a eficácia das intervenções.

Comunidades buscam alternativas

Organizações como a Claw intensificam campanhas de conscientização, alertando moradores sobre os riscos de entrar em áreas comprometidas. A entidade também oferece assistência veterinária gratuita, tentando mitigar o sofrimento dos animais que são vítimas colaterais desse comércio ilícito.

Desafios para a segurança urbana

Especialistas urbanos alertam que, se não houver um plano coordenado entre autoridades, empresas de mineração e a sociedade civil, o número de colapsos de solo pode crescer, colocando em risco vidas humanas e a infraestrutura da região. Enquanto isso, o ouro continua a atrair quem está disposto a arriscar tudo por um pequeno retorno financeiro.

Com informações de The Guardian World.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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